“Esperaram ele matar a minha sobrinha”: tia desabafa após feminicídio em Quintino - Super Rádio Tupi
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“Esperaram ele matar a minha sobrinha”: tia desabafa após feminicídio em Quintino

Vítima de 25 anos foi morta a caminho do trabalho; família relata histórico de ameaças

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Foto: Reprodução

A agente comunitária de saúde Amanda Loureiro da Silva Mendes, de 25 anos, foi morta pelo ex-companheiro na última quarta-feira (04), em Quintino, na Zona Norte do Rio. O crime aconteceu na Rua Clarimundo de Melo, a poucos metros da Clínica da Família Carlos Nery da Silva, onde a vítima trabalharia.

Familiares afirmam que Amanda vinha sendo ameaçada antes do ataque. Em entrevista ao repórter Cyro Neves, da Super Rádio Tupi, a tia da jovem, Patrícia Loureiro, relatou que o ex-companheiro enviava mensagens com emojis de caixão e facas, mesmo após denúncias feitas pela vítima.

O pai de Amanda, Marcos Antônio, disse estar inconsolável. “Liberaram o assassino da minha filha em audiência no fórum”, afirmou. Ele também contou que precisou explicar ao neto a ausência da mãe: “Meu neto perguntou para mim onde estava a mãe dele e eu tive que falar que ela fez uma viagem”.

O que a família relata sobre as ameaças?

Segundo a tia da vítima, as ameaças eram constantes durante o período de separação. “Esperaram ele matar a minha sobrinha para ser preso”, desabafou. Ela afirmou ainda que Amanda mostrava provas das mensagens recebidas, mas o ex-companheiro continuava em liberdade.

A família informou que os dois mantiveram um relacionamento por sete anos, tiveram dois filhos e estavam separados havia quatro meses. Nesse período, teriam ocorrido diversas ameaças e a vítima contava com medida protetiva.

Foto: Reprodução

O que se sabe sobre o suspeito e a investigação?

Wagner de Araújo, de 29 anos, é apontado como o autor do feminicídio e será transferido para um presídio nesta manhã. De acordo com as informações, ele tinha ficha criminal por homicídio e estava solto quando o crime ocorreu.

A investigação aponta que a arma utilizada, uma pistola calibre 40, teria sido comprada com o objetivo de cometer o crime. Amanda foi morta no momento em que chegava ao trabalho.

A direção do Hospital Municipal Salgado Filho informou que o corpo da vítima foi liberado logo após a constatação do óbito e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) pela Defesa Civil Estadual, conforme o protocolo para mortes violentas.

Amanda era descrita como muito querida pelos colegas de trabalho. A família afirmou estar chocada com o crime.