Rio
Falso veterinário é preso em flagrante durante cirurgia em gato em Duque de Caxias
Homem foi preso em flagrante durante cirurgia em gato, em Duque de Caxias. Clínica clandestina teria deixado outra gata sem uma das patas após procedimento
Um homem foi preso em flagrante pela Polícia Civil na noite desta segunda-feira (11) após ser encontrado realizando uma cirurgia em um gato, em uma clínica de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Segundo os agentes da 59ª DP, ele não tinha autorização para atuar como médico veterinário. O estabelecimento também funcionava de forma irregular e foi interditado.
Durante a ação, o suspeito foi questionado sobre o registro no Conselho Regional de Medicina Veterinária e confirmou que não possuía inscrição. Ao ser perguntado sobre sua formação, respondeu apenas: “Sexto [período]”. A polícia informou ainda que ele já tinha sido orientado anteriormente a interromper o exercício ilegal da profissão.
Tutora denunciou procedimento em gata
Uma denúncia feita por uma tutora ajudou a polícia a chegar ao caso. No mês passado, ela levou uma gata à clínica e ouviu do homem que dois pinos haviam sido colocados na perna do animal durante a cirurgia.
O quadro da gata, no entanto, piorou após o procedimento. A pata desenvolveu necrose, e a tutora procurou atendimento em outro local. Um exame de raio-X mostrou que “não havia pinos implantados e que o procedimento foi realizado de forma inadequada”. O animal acabou precisando passar por uma amputação.
Ao conferir os documentos apresentados pelo suspeito, a tutora também descobriu uma irregularidade: o número de registro profissional informado por ele correspondia a um veterinário habilitado, e não ao homem que havia realizado o atendimento.
Clínica tinha medicamentos vencidos
A fiscalização encontrou outras irregularidades no estabelecimento. Entre elas estavam medicamentos vencidos, falta de equipamentos adequados para esterilizar materiais cirúrgicos e ausência de alvará de funcionamento.
O homem responderá por maus-tratos a animal, exercício ilegal da medicina veterinária, estelionato, falsidade ideológica e crime contra as relações de consumo. Ele já tinha antecedentes por ameaça, falsa identidade e crimes ambientais.
A investigação continua para descobrir se outros animais também foram submetidos a procedimentos realizados pelo suspeito.