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Greve de ônibus no Rio: 5 pontos para entender a paralisação

Motoristas pedem salário de até R$ 5 mil e tíquete de R$ 1 mil; entenda o que está em jogo na paralisação que afeta milhares de cariocas

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Muitos passageiros em fila para embarcar em um ônibus laranja com a rota '175 EXPRESSO TÚNEL'.
Longas filas em terminais de ônibus do Rio de Janeiro refletem os transtornos causados pela greve dos rodoviários. Foto: Lohrrany Alvim/Super Rádio Tupi

A greve dos rodoviários no Rio de Janeiro, iniciada à 0h de segunda-feira (29), deixou as garagens das viações com ônibus parados e provocou longas filas em pontos e terminais.

Passageiros relataram esperas de até duas horas para conseguir embarcar, e muitos desistiram do trajeto. Uma reunião de conciliação foi agendada para a manhã de terça-feira (30).

Apenas 870 ônibus estão circulando

O Rio Ônibus, sindicato que representa as empresas, informou que 870 coletivos circularam pela manhã, mas 40 deles foram vandalizados durante piquetes. O número está abaixo dos 1.800 veículos, ou 50% da frota, determinados pela Justiça do Trabalho. Trens, barcas e metrô operam normalmente.

Reivindicações da classe

Foto: Reprodução/TV Globo

O sindicato dos rodoviários afirma que a categoria não abre mão das propostas enviadas ao Rio Ônibus. Os trabalhadores pedem a mudança da data-base para 1º de março e salários de R$ 5 mil para motoristas de articulados e R$ 4 mil para os demais.

A lista de exigências

  • fim do contrato temporário e contratação pela CLT para profissionais do BRT;
  • tíquete-alimentação de R$ 1 mil;
  • jornada de trabalho 5×2;
  • manutenção do passe livre para a categoria;
  • indenização dos 30 minutos do intervalo de almoço;
  • plano de saúde e odontológico.

Segundo o sindicato, a proposta das empresas representa um reajuste de R$ 150,15 para o motorista de ônibus convencional, que passaria de R$ 3.420,16 para R$ 3.570,31. Já o motorista de articulado teria um aumento de R$ 180,17, com o salário indo de R$ 4.104,18 para R$ 4.284,35. O auxílio-alimentação seria reajustado em R$ 29, de R$ 660 para R$ 689.

Sindicato culpa empresas

Sebastião José, presidente do Sindicato dos Rodoviários, atribuiu aos patrões o descumprimento da ordem judicial. Ele afirmou que a entidade solicitou a escala dos trabalhadores ao Rio Ônibus para garantir a frota mínima, mas não recebeu o documento. “Quem está dificultando o cumprimento da decisão judicial é o sindicato patronal”, declarou.

O que dizem as viações

O Rio Ônibus comunicou que todas as garagens estavam com as portas abertas desde a madrugada. A organização declarou que seu objetivo é atender à decisão judicial e garantir o transporte da população. A entidade patronal também informou que uma escala com frota reduzida já estava definida pela prefeitura devido a uma partida de futebol.

A paralisação ocorre após o fracasso das negociações salariais entre o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros e as empresas. O Rio Ônibus não respondeu sobre a queixa dos funcionários a respeito da falta de escala.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.