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Greve de rodoviários no Rio é mantida; audiência de mediação acontece nesta terça
Paralisação impacta mobilidade na cidade e classe espera proposta em audiência crucialA greve dos rodoviários no Rio de Janeiro, iniciada à meia-noite desta segunda-feira (29), segue sem previsão de encerramento após assembleia da categoria confirmar a paralisação no período da tarde. Uma audiência de mediação foi agendada para a manhã de terça-feira (30) no Tribunal Regional do Trabalho, onde uma nova assembleia também está convocada para a porta do prédio.
Sebastião José, presidente do sindicato dos rodoviários, disse que a expectativa é “sair de lá com uma proposta de acordo” para encerrar a greve, que foi considerada legal pela Justiça.
Espera de até 2 horas nos pontos de ônibus
O impacto para os passageiros foi imediato: filas se acumularam em pontos e terminais pela manhã, com relatos de espera de até 2 horas para embarcar. Muitos desistiram antes de conseguir um ônibus. A Justiça do Trabalho havia determinado que ao menos 50% da frota — equivalente a 1.800 veículos — circulasse durante a paralisação.
O Rio Ônibus, sindicato das viações municipais, informou que 870 coletivos saíram às ruas ao longo da manhã, mas 40 foram vandalizados em piquetes. O sindicato dos rodoviários, por sua vez, contabiliza 25 veículos danificados.
Salário de R$ 5 mil e fim do contrato temporário no BRT
Entre as principais reivindicações da categoria estão salário de R$ 5 mil para motoristas de articulados e R$ 4 mil para os demais, tíquete-alimentação de R$ 1 mil, jornada 5×2, plano de saúde e odontológico, manutenção do passe livre e indenização dos 30 minutos de intervalo de almoço. Os rodoviários também exigem o fim dos contratos temporários e a contratação pela CLT dos profissionais do BRT, além da mudança da data-base para 1º de março.
O sindicato detalhou que, com a proposta apresentada, um motorista de ônibus convencional passaria de R$ 3.420,16 para R$ 3.570,31 — reajuste de R$ 150,15. O do articulado na categoria E teria aumento de R$ 180,17, de R$ 4.104,18 para R$ 4.284,35. O auxílio alimentação subiria R$ 29, de R$ 660 para R$ 689.