Capital Fluminense

Grupo que aplicava golpe financeiro por meio de criptomoedas é alvo de operação da Polícia Civil

Quadrilha movimentou R$ 200 milhões em poucos meses, prometendo rendimentos de até 30% ao mês

Por Tatiana Campbell

Sadraqui de Freitas (esquerda) e Nathan de Oliveira (direita) são procurados pela polícia
Sadraqui de Freitas (esquerda) e Nathan de Oliveira (direita) são procurados pela polícia – Foto: Divulgação/PCERJ

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou, nesta segunda-feira (04), a operação Aryan, contra uma empresa de investimentos em criptomoedas que afetou 2 mil pessoas. De acordo com as investigações, os acusados, o CEO da empresa Alpha Consultoria em Tecnologia da Informação LTDA., identificado como Sadraqui de Freitas e o sócio, Nathan Assis de Oliveira, prometiam aos investidores rendimentos de até 30% ao mês.

“Era um grande esquema de pirâmide que oferecia uma rentabilidade de 30% ao mês, valor totalmente incompatível com o mercado financeiro. Durante quase um ano eles pagavam essa suposta rentabilidade, conseguiam pagar, porque a maioria das vítimas não sacavam, elas reinvestiam, para lucrar mais. Eles não conseguiam pagar mais e alegaram que o dinheiro havia sido bloqueado por uma corretora que negou”, disse o delegado Luiz Marques Pereira, titular da 76ª DP (Niterói).

A dupla não foi localizada em nenhum dos endereços disponibilizados e já são considerados foragidos. Nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados aos investigados como nas cidades de Niterói e São Gonçalo, na Região Metropolitana. Os policiais também estiveram na Barra da Tijuca, no Recreio dos Bandeirantes e no Itanhangá, bairros da Zona Oeste do Rio.

De acordo com a polícia, os dois viviam uma vida de luxo às custas do dinheiro das vítimas.

“Eles usufruíam de uma vida de rico, com viagens internacionais, carros de luxo. O principal líder morava em uma mansão cinematográfica na Barra da Tijuca. Alugada, mas para facilitar o momento da fuga. Não deixar o patrimônio para ser rastreado”, acrescentou o delegado.

Mansão onde um dos alvos morava na Barra da Tijuca
Mansão onde um dos alvos morava na Barra da Tijuca – Foto: Divulgação/PCERJ

A Polícia Civil identificou que em poucos meses – já que que a Alpha Consultoria foi aberta em fevereiro de 2021 – os dois sócios movimentaram mais de R$ 200 milhões em suas contas bancárias particulares, o que apontou para a prática de um clássico golpe: a pirâmide financeira.

“Os principais investigados dominam o cenário do golpe há algum tempo e são os responsáveis por esse grande esquema. Eles conseguiram recrutar 2 mil vítimas com uma proposta sedutora, mas em nenhum lugar se tem um retorno de 30% de lucro. Não acredite em dinheiro e promessas fáceis. Procure a delegacia se tiver alguma suspeita”, finalizou Luiz Marques Pereira.

A ficha criminal de ambos os investigados é extensa. Só Sadraqui de Freitas possui 30 anotações criminais como estelionato, lavagem de dinheiro e crimes contra a economia popular. O sócio, Nathan, tem 24 passagens pela polícia. Apesar disso eles nunca foram presos.

Segundo a Polícia Civil, a dupla fazia viagens internacionais com vida de luxo
Segundo a Polícia Civil, a dupla fazia viagens internacionais com vida de luxo – Foto: Divulgação/ PCERJ

Os investigados responderão pelos crimes de estelionato, associação criminosa e crime contra a economia popular, com penas que somadas podem chegar a 10 anos de reclusão.

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