Rio
Homem é preso por feminicídio de colega após tentar adulterar provas no Rio
DNA em relógio e inconsistências desmascaram feminicida de colega na Zona NorteA Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) prendeu, nesta segunda-feira (25), o suspeito de assassinar uma colega de trabalho na Zona Norte do Rio. O homem foi localizado no bairro de Irajá após um monitoramento realizado pelo setor de inteligência da especializada.
A investigação avançou após a perícia encontrar vestígios cruciais em objetos pessoais. Um relógio apreendido com o investigado testou positivo para sangue humano, com perfil genético idêntico ao da vítima. Segundo os agentes, o homem tentou “adulterar provas para dificultar a apuração” e evitar a responsabilização criminal.
DNA em relógio e mensagens apagadas
Além do material biológico, a polícia descobriu que o acusado deletou conversas de seu celular e trocou as vestimentas que utilizou na data do assassinato. Essas ações foram interpretadas como uma estratégia deliberada de obstrução, somadas a diversas contradições identificadas em seus depoimentos iniciais.
O caso aconteceu em junho de 2025, na comunidade Para Pedro, no bairro de Colégio. Na ocasião, o agressor e a vítima saíram juntos de uma festa e seguiram em um carro de aplicativo até a residência dela. No local, após uma luta corporal, a mulher foi morta com dezenas de facadas.
Suspeito manteve rotina após o crime
Um ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a conduta do homem após o ataque. Mesmo após o crime brutal, ele manteve sua rotina profissional e continuou frequentando normalmente o ambiente de trabalho onde convivia com a vítima, sem demonstrar alterações de comportamento.
O caso é tipificado como feminicídio. Com base no conjunto de provas colhidas pela DNA e no risco de interferência no processo, a Justiça expediu um mandado de prisão preventiva, que foi cumprido pelos policiais civis nesta manhã.