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Homem é preso por morte de professor de vôlei no Rio; vídeo mostra ordem a comparsa

Professor de 52 anos passou 65 dias internado após o espancamento; vídeo mostra segundo suspeito incentivando as agressões

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Caso de espancamento que levou à morte do professor de vôlei Carlos Eduardo Cerqueira (à esquerda). Foto: Reprodução

A Polícia Civil prendeu em São Paulo um homem investigado pelo espancamento e pela morte do professor de vôlei Carlos Eduardo Cerqueira, de 52 anos. O crime aconteceu no Centro do Rio de Janeiro após o roubo do telefone celular da vítima.

Adilson Bezerra dos Santos estava com mandado de prisão temporária em aberto e acabou localizado por policiais militares no bairro do Carandiru, na capital paulista, em 3 de outubro. Ele é apontado pelas investigações como o responsável pelos golpes contra o educador físico.

Um vídeo da agressão mostra o segundo suspeito, Vanderlei Mathias dos Santos, incentivando a violência contra a vítima. “Pega! Amassa! Bora, meu pitbull!”, gritou ele ao comparsa durante o espancamento.

Como aconteceu a agressão?

O caso ocorreu no dia 24 de junho, na Rua da Constituição. Carlos Eduardo, conhecido como Carlão, havia saído na noite anterior para acompanhar uma roda de samba na região central e desapareceu.

Parentes iniciaram buscas em unidades de saúde e localizaram o professor inconsciente no Hospital Municipal Souza Aguiar. Ele apresentava traumatismo no crânio e diversas marcas de violência pelo corpo. Após passar 65 dias internado em estado de coma, ele não resistiu aos ferimentos e faleceu no final de agosto.

Quem são os suspeitos identificados?

As apurações policiais apontam que Adilson executou o espancamento enquanto Vanderlei gravava a ação pelo celular. Vanderlei já estava detido desde agosto por outro delito. Com a expedição de uma ordem judicial relacionada à morte do professor, o mandado de prisão temporária por esse caso foi cumprido diretamente no presídio.

A polícia informou que os dois atuavam no comércio ambulante e acumulavam registros por agressões, furtos e roubos no Centro do Rio.

Carlos Eduardo atuava como árbitro esportivo e ministrava treinos de vôlei de praia na Enseada de Botafogo, na Zona Sul carioca.

No cenário esportivo, o professor participou da criação da Associação Brasileira Profissional de Voleibol (ABPVôlei) e integrava a diretoria do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Arbitragem Esportiva (Sintrace).