Rio
“Meu filho não vai voltar”: Pai de criança vítima de acidente com bicicleta elétrica desabafa
Humorista Vinicius Antunes, pai de Francisco, cobra melhorias na cidade e saúdeO humorista Vinicius Antunes, pai de Francisco Farias Antunes, de 9 anos, que faleceu ao lado da mãe Emanoelle Martins Guedes de Farias, de 40, em um acidente com bicicleta elétrica, fez um desabafo emocionado. Durante o sepultamento dos dois, realizado na quarta-feira (1º) no Cemitério da Penitência, no Caju, o artista clamou por mais responsabilidade das autoridades e melhorias na infraestrutura urbana do Rio de Janeiro.
Visivelmente abalado pela perda do filho, Vinicius Antunes enfatizou a irreversibilidade da tragédia e a necessidade de responsabilização. “Espero que as pessoas vejam isso e punam, se tiver que punir alguém. Mas o certo é que ele não vai voltar”, declarou.

Apelo por segurança urbana e no trânsito
Antunes criticou duramente a situação de insegurança na cidade, ressaltando que o Rio de Janeiro exige uma constante luta pela sobrevivência. “O Rio de Janeiro não é uma cidade que a gente vive, é uma cidade que a gente sobrevive”, declarou. Ele também lamentou a perda de vidas, afirmando que “todo dia pessoas saem de casa e não voltam mais”, e cobrou mudanças urgentes tanto no trânsito quanto na segurança pública.
O pai de Francisco também abordou as dificuldades enfrentadas no tratamento de saúde do menino, diagnosticado com diabetes tipo 1. Ele destacou a falta de suporte adequado no Brasil para pacientes com essa condição, além dos elevados custos envolvidos para garantir o cuidado necessário.
“Meu filho era diabético tipo 1 e infelizmente no Brasil diabético tipo 1 ainda está muito à margem, a gente precisa melhorar o tratamento”, disse Vinicius, sublinhando a urgência de mais acesso a políticas públicas voltadas para o manejo da doença.

Reconhecimento à equipe de enfermagem do Pedro II
Em um momento de gratidão, o humorista elogiou o Colégio Pedro II pela estrutura que oferecia e pelo suporte diário da equipe de enfermaria, que acompanhava Francisco. Ele defendeu que todas as escolas deveriam estar preparadas para acolher estudantes com necessidades de saúde específicas.
Em meio às lágrimas, Vinicius expressou seu apreço: “Eu quero muito agradecer ao Pedro II, que tinha toda a estrutura para receber o meu filho. Também as duas moças da enfermaria que cuidavam dele, com diabete”.
Francisco, que tinha paixão por futebol, e sua mãe, Emanoelle, foram sepultados juntos no início da tarde de quarta-feira, em uma cerimônia marcada por profunda emoção e a presença de amigos e familiares. O menino era conhecido no colégio por sua vivacidade e a atenção das enfermeiras que cuidavam de sua condição de saúde.