Rio
Sozinhos e sem comida: a realidade dos idosos resgatados em asilo clandestino no Rio
Dois idosos foram encontrados sozinhos, sem comida e com remédios sem prescrição no local
A Prefeitura do Rio realizou nesta quinta-feira (26) uma operação para investigar um asilo clandestino em Realengo, na Zona Oeste, após denúncia do Ministério Público. No local, agentes encontraram dois idosos sozinhos: um homem de 82 anos e uma mulher de 79, sem qualquer equipe técnica de apoio.
A fiscalização constatou uma série de irregularidades. O estabelecimento não tinha alvará de funcionamento, não possuía identificação na fachada, e a responsável pelo local não estava presente. Os idosos foram encontrados sem contrato celebrado formalmente e em um ambiente desabastecido de alimentos secos e leguminosos. Também foram encontrados remédios sem identificação e sem prescrição médica.
Força-tarefa reúne saúde, vigilância e polícia

A ação, batizada de “Direito da Pessoa Idosa”, foi coordenada pela Secretaria Municipal do Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida (SEMESQV) e contou com a participação do IVISA-RIO, da Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade (DEAPTI), além de equipes de Assistência Social e Saúde. O objetivo era verificar a denúncia, identificar situações de risco e apurar irregularidades sanitárias.
A operação reforça o cumprimento do Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003), que garante direitos fundamentais a pessoas com 60 anos ou mais e prevê punições para casos de abandono, negligência e maus-tratos. A secretaria lembrou que abandono de incapaz e violência contra idosos são crimes previstos em lei.
22 instituições irregulares fechadas desde 2025
Entre 2025 e o início de 2026, a pasta já resgatou 147 idosos em situação de vulnerabilidade, abandono ou maus-tratos, e promoveu o fechamento de 22 instituições irregulares no município.
A prefeitura orienta a população a denunciar suspeitas de negligência, violência ou exploração financeira contra idosos pela Central 1746 ou pelo canal Rio Cuidadoso, pelo telefone (21) 97533-8831.