Rio
Incêndio no Shopping Tijuca levanta discussão sobre condições de trabalho dos brigadistas e bombeiros civis
Mortes de brigadistas traz a tona a necessidade de treinamento
A demora no socorro de vítimas do incêndio no Shopping Tijuca na última sexta-feira (02/01) está sendo bastante questionada, depois que dois bombeiros civis morreram no incêndio.
Colegas de trabalho realizaram na segunda-feira (05/01) um protesto pacífico, em frente ao Centro Comercial na Zona Norte do Rio.
Marcos Paulo da Silva, presidente do sindicato dos bombeiros civis, falou para a Super Rádio Tupi sobre a da preparação dos profissionais, dos equipamentos que eles costumam utilizar e também da diferença para um bombeiro militar.
“Existe um plano de evacuação onde os bombeiros civis, que são responsáveis e ficam em cooperação técnica com os brigadistas, que são funcionários das lojas, e houve uma demora em relação a essa questão. Os bombeiros civis foram para atuar e a brigada de incêndio, essa é a informação que chegou até a gente, mas a gente também vai verificar, realmente.”
Questionado se poderia ter acontecido alguma falha dos equipamentos de proteção dos brigadistas, o presidente disse não acredita que tenha acontecido, já que a brigada teria atuado com EPR (Equipamento de Proteção Respiratória) dentro das normas, mas que não impediu a fatalidade.
Ele ainda explicou a diferença de um bombeiro civil para um militar, com os primeiros sendo aqueles que são devidamente capacitados e treinados, responsável pela estrutura. Ainda segundo o presidente, infelizmente o Rio de Janeiro tem poucos bombeiros civis, e que estes sofrem com as condições de trabalho, que hoje são formados em cursos de 80 horas.
De acordo com Marcos, existe uma NBR (Norma Brasileira) que fala sobre 554 horas de treinamento, e que é preciso melhorar a qualificação desses profissionais.
Já o brigadista é responsável por oferecer o apoio, são funcionários dos estabelecimentos que dão apoio em caso de incêndio, como aconteceu.
No estado do Rio, uma portaria do corpo de bombeiros estabelece critérios para o exercício da profissão de bombeiro civil e brigadista voluntário de incêndio. Entre eles, ter pelo menos 18 anos, passar por curso dos bombeiros, ser alfabetizado e apresentar atestado médico.
No caso dos brigadistas, os profissionais também devem ter vínculo trabalhista com a empresa em que desempenham a função.
Não há prazo para reabertura do shopping Tijuca.