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IntegraRJ Meio Ambiente reúne especialistas para debater soluções ambientais
Evento aconteceu nesta sexta-feira (20), no Hotel Windsor Guanabara, com transmissão ao vivo pelo YouTube da Super Rádio TupiO Governo do Estado do Rio de Janeiro promoveu nesta sexta-feira (20) o IntegraRJ Meio Ambiente, com o tema “Um Rio em Transformação”. O evento foi realizado no Hotel Windsor Guanabara, na Avenida Presidente Vargas, 392, no Centro do Rio, das 10h às 14h, e contou com quatro mesas de debate sobre temas centrais da agenda ambiental fluminense.
A Super Rádio Tupi foi a mídia oficial do IntegraRJ Meio Ambiente e realizou a transmissão ao vivo pelo canal da emissora no YouTube. Às 13h, o Programa Francisco Barbosa foi transmitido diretamente do local do evento.
O IntegraRJ é uma iniciativa do Governo do Estado do Rio de Janeiro, que já realizou edições voltadas a temas como turismo, transformação digital e segurança da informação. A edição desta sexta-feira é organizada pela Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (SEAS) e pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea).
Programação
A primeira mesa abordou o tema “Saneamento Ambiental — os recentes avanços e perspectivas do futuro fluminense”, com a participação de Tamara Grisolia, assessora do Programa de Saneamento Ambiental da SEAS; Ana Asti, subsecretária de Recursos Hídricos e Sustentabilidade Ambiental; e Elton Abel, membro do Comitê do Guandu e da Cedae.
“Existem várias frentes com a concessão dos serviços, como a Águas do Rio, e o Governo do Estado não deixou de atuar. O UPSAN é um programa que trabalha fortemente nessa área, tanto com obras estruturais quanto com ações contínuas. A população também precisa fazer sua parte. Já é possível perceber avanços, como nas praias da Glória e do Flamengo, que hoje se encontram balneáveis — algo que não acontecia há muito tempo”, afirmou a geógrafa Tamara Grisolia.
Já Ana Asti afirmou: “O saneamento muda completamente uma cidade. A gente vem vendo essa melhoria ao longo dos últimos cinco anos, desde 2021. Hoje, quem vai à praia no Flamengo, em Botafogo ou em Paquetá vê a mudança na qualidade da água. Tartarugas, cavalos-marinhos… a natureza responde muito rápido. A Baía de Guanabara consegue renovar 50% de sua água a cada 17 dias. Se fecharmos a torneira do esgoto, rapidamente teremos uma nova qualidade.”

A segunda mesa discutiu “Crimes Ambientais — a inteligência e tecnologia no combate e prevenção”. Participaram Rony Amorim, gestor do Parque Estadual da Serra da Tiririca; Lívia Cordeiro, tenente-coronel médica veterinária do CPAM; e Andrei Veiga, chefe de Fiscalização da Dirbape.
“Cada unidade tem sua dinâmica própria e suas responsabilidades. Na Região Metropolitana, é possível constatar construções irregulares e crimes de operação sem licença, diferentemente da área que abrange a Baía da Ilha Grande, onde há maior incidência de crimes contra a fauna e a flora. Cada área do território do estado tem suas peculiaridades”, disse Lívia Cordeiro.

O terceiro painel foi dedicado ao tema “Fauna Protegida — a nova Rede de Atendimento à Fauna Silvestre”, com a participação de Marco Gonçalves, gerente de Fauna do Inea; Rafael Mattos, cientista ambiental da SEAS; e Samantha Rodrigues, presidente do Cetras Niterói.
“A onça-pintada estava extinta há décadas, mas recentemente o INEA vem conseguindo monitorar um indivíduo em Valença e Barra do Piraí. Ainda não se sabe se o animal migrou ou nasceu no Rio. Atualmente, ele vive em uma unidade de conservação, que conta com infraestrutura para fiscalização da área. O INEA vem buscando monitorá-lo da melhor forma possível, com câmeras de sensor de movimento”, disse Rafael Mattos.

O encerramento dos painéis tratou do tema “Limpa Rio — o maior programa de desassoreamento do país e combate às enchentes”. A mesa contou com Gil Kempers, assessor-chefe de Redução de Riscos de Desastres e Eventos Extremos da SEAS; Renato Jordão, presidente do Inea; e Rodrigo Andrade, secretário municipal de Resiliência Urbana, Proteção e Defesa Civil de São João de Meriti.
O Limpa Rio foi lançado em janeiro de 2021 e já acumula quase 3 mil frentes de trabalho, com a remoção de mais de 17 milhões de metros cúbicos de resíduos de rios e córregos fluminenses. O governo estadual já investiu cerca de R$ 1 bilhão no programa, com R$ 390 milhões previstos em novos investimentos para 2026.
Veja como foi a transmissão