Intolerância religiosa em apps: Alerj exige números reais das ocorrências - Super Rádio Tupi
Conecte-se conosco
x

Rio

Intolerância religiosa em apps: Alerj exige números reais das ocorrências

Comissão de Combate às Discriminações vai oficiar empresas e a Decradi para obter números concretos de denúncias

Publicado

em

Compartilhe
google-news-logo
Foto: Reprodução

A Comissão de Combate às Discriminações da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) anunciou nesta terça-feira (02/09) que irá oficiar empresas de transporte por aplicativo para obter informações sobre casos de intolerância religiosa registrados nas plataformas. O mesmo pedido será encaminhado à Delegacia de Crimes Raciais e Intolerância (Decradi).

Segundo o deputado professor Josemar (Psol), presidente do colegiado, as empresas não apresentaram dados concretos sobre denúncias recebidas internamente:

“Quando a empresa não traz os dados com o número de casos denunciados dentro dos canais da plataforma, não conseguimos traçar um comparativo com os casos denunciados nas delegacias e, desta forma, também entender as subnotificações. Estamos aqui em um tom de diálogo, mas não podemos tolerar mais o racismo e a intolerância religiosa”.

Declarações durante a reunião

O deputado Átila Nunes (PSD), que solicitou e presidiu o encontro, foi enfático ao criticar a falta de medidas mais duras:

“Quem veste roupa branca e utiliza uma guia pode ser expulso do Uber e isso não deve ser permitido. (…) Desde o início de 2025 até hoje, já foram registrados 12 casos desse tipo de crime na Decradi. Estou frustrado porque percebo que não acontece absolutamente nada com o motorista que comete o crime. Praticantes de umbanda e candomblé estão totalmente vulneráveis. Defendo que estas empresas sejam punidas e suspensas também”.

Já o deputado Carlos Macedo (Rep) ressaltou a gravidade das ocorrências:

“São denúncias muito sérias. Independentemente dessas ocorrências se darem nos carros de aplicativo, eu como evangélico sei o que é sofrer preconceito. (…) É inadmissível que ainda aconteçam atos discriminatórios”.

O que dizem as empresas

Representando Uber e 99App, Lailla Malaquias explicou que as plataformas atuam no combate às discriminações e colaboram com autoridades quando acionadas. Ela afirmou que os motoristas recebem materiais educativos e podem ter a conta cancelada em casos de intolerância denunciados:

“É deixado claro pelas plataformas que é ilegal discriminar alguém. (…) Quando a denúncia é registrada, uma equipe especializada entra em contato com a vítima para dar suporte”.

Apesar do convite, as empresas Indrive e TaxiRio não compareceram à reunião.