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Julgamento Henry: Babá que mudou versões promete nova retratação

Babá Thayná Ferreira, testemunha-chave, promete esclarecer versões no júri do Caso Henry

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Foto : Tomaz Silva / Agência Brasil / CP

A retomada do julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e Monique Medeiros neste domingo (31) foi marcada pelo depoimento de Thayná Ferreira. A babá de Henry Borel sinalizou ao Conselho de Sentença do Rio de Janeiro que pretende se retratar das declarações dadas anteriormente no processo.

Considerada peça-chave pela convivência diária com a criança de 4 anos, Thayná iniciou sua fala com um pedido específico. Ela solicitou ao juiz para depor sem a presença dos réus no plenário do Tribunal do Júri, alegando que apresentaria novas versões sobre os fatos.

Histórico de depoimentos contraditórios da babá

A expectativa sobre a testemunha é alta devido à oscilação em seus relatos desde o início das investigações. Em março de 2021, no primeiro contato com a polícia, a funcionária afirmou que a convivência no apartamento era normal e que nunca havia percebido comportamentos anormais dos réus com o menino.

Entretanto, a versão mudou drasticamente um mês depois. Na segunda oitiva, a babá relatou ter presenciado três episódios de violência contra a criança. “Monique sabia das agressões e pediu para eu mentir”, afirmou Thayná na ocasião, indicando que a mãe de Henry tinha ciência da conduta de Jairinho.

A babá Thayná Ferreira no caso Henry Borel

As versões e o papel crucial da testemunha chave no julgamento.

⚖️ Retratação no júri

Thayná Ferreira pediu para depor sem os réus e afirmou que irá se retratar sobre as diferentes versões dadas no processo.

🤫 Primeiro depoimento (março de 2021)

Inicialmente, ela declarou à polícia que nunca percebeu nada de anormal na relação de Jairinho e Monique com Henry.

🚨 Mudança de relato (abril de 2021)

Em um segundo momento, Thayná afirmou que Monique sabia das agressões e pediu para ela mentir, relatando três episódios de violência.

🔑 Testemunha fundamental

A babá é considerada uma das testemunhas mais importantes do processo, convivendo diariamente com Henry, Monique e Jairinho.

Defesas divergem sobre pressões contra testemunha

Os advogados dos réus apresentam teses opostas sobre as mudanças nos relatos. A defesa de Monique alega que a babá foi coagida a faltar com a verdade no começo das investigações, enquanto os representantes de Jairinho argumentam que os depoimentos posteriores sofreram influência externa para incriminar o ex-vereador.

O processo entra em sua fase final após a oitiva de 16 testemunhas ao longo de seis dias de trabalho. Os próximos passos incluem os depoimentos das testemunhas de defesa, o interrogatório dos próprios réus e os debates entre o Ministério Público e os advogados antes do veredito final dos jurados.