Rio
Julgamento Henry Borel: promotoria chama Jairinho de psicopata e defesa questiona perícia
Acusação descreve perfis de Jairinho e Monique; defesa ataca perícia antes da sentença
No décimo dia de julgamento pela morte de Henry Borel, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. O promotor Fábio Vieira classificou o réu Jairinho como um “psicopata severo” e apontou que Monique Medeiros demonstra traços de narcisismo.
Para o Ministério Público, Monique ignorou sinais evidentes de violência contra o próprio filho e não cumpriu o dever de protegê-lo. O assistente de acusação Cristiano Medina rejeitou a tese de que ela teria sido manipulada pelo companheiro e afirmou que pretende mostrar aos jurados que as lesões fatais ocorreram “enquanto a criança estava sob os cuidados dos dois réus”.
Defesa pede absolvição de Monique
A defesa de Monique sustentou que ela não participou do crime e desconhecia as agressões. O advogado Hugo Novais disse não haver provas de que sua cliente contribuiu para a morte do filho. A advogada Florence Rosa criticou a maneira como Monique foi retratada ao longo do processo e alertou que “a dor da família da vítima não pode ser usada como instrumento para uma condenação”. Em determinado momento, houve bate-boca entre o assistente de acusação e a defesa.
Principais pontos do décimo dia de julgamento
Acusação e defesa apresentaram suas versões sobre o caso Henry Borel.
O promotor Fábio Vieira apontou características de “psicopata severo” e o responsabilizou pelas agressões fatais.
O MP argumentou narcisismo e falha no dever de proteção, ignorando sinais de violência sofridos por Henry.
Advogados afirmaram que ela não participou do crime e não tinha conhecimento das agressões, pedindo absolvição.
Questionaram a credibilidade de laudos periciais, citando contato entre a perita e o pai de Henry.
A defesa de Jairinho também alegou que o pai de Henry teria omitido detalhes sobre um acidente anterior sofrido pelo menino.
Defesa de Jairinho ataca laudos periciais
A defesa de Jairinho questionou a credibilidade dos laudos elaborados após a morte da criança e apresentou uma troca de mensagens entre a perita Gabriela Graça e Leniel Borel, pai de Henry. Em um dos trechos exibidos, a legista agradece ao pai pela confiança — o que, segundo os defensores, levanta dúvidas sobre a imparcialidade dos laudos de necropsia. A defesa também alegou que Leniel teria omitido informações sobre um acidente sofrido pelo filho antes do fim de semana em que ele morreu.
O julgamento segue com a réplica do Ministério Público e da acusação, com prazo de duas horas, e depois haverá tréplica. Em seguida, os jurados se reúnem em votação reservada para decidir, por maioria, pela absolvição ou condenação dos réus. A expectativa é de que a sentença seja proferida ainda hoje.