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Luto no samba: morre Beth Andrade, ícone da Mocidade e nora de Castor

Estrela dos desfiles nos anos 80 e 90, sua morte foi lamentada por artistas e pela escola no dia de abertura da temporada do Carnaval

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Mulher sorrindo, com bandeira da Mocidade Independente de Padre Miguel e fotos sobrepostas
Beth Andrade, ícone da Mocidade Independente de Padre Miguel, em imagem que celebra sua ligação com a escola de samba. Foto: Reprodução

Beth Andrade, ícone da Mocidade Independente de Padre Miguel, morreu nesta sexta-feira (7) aos 75 anos. Nora do contraventor Castor de Andrade, sua morte foi confirmada pela escola de samba no dia em que a Noite dos Enredos abriu a temporada do Carnaval de 2027.

Em uma publicação nas redes sociais, a agremiação lamentou a perda. “Perdi hoje uma das grandes estrelas da minha história. Beth Andrade, obrigada por tudo. Você fez parte de uma época marcante pra mim. As imagens nos meus abre-alas, as entrevistas marcantes, lembranças que ficarão pra sempre”, diz o texto.

O músico Andrezinho Silva, do grupo Molejo e filho do Mestre André, também prestou homenagem. “Uma das pessoas que sempre irei guardar no coração por todo carinho que sempre teve comigo desde de criança. Obrigado, Beth! Descanse em paz”, escreveu.

Babi Cruz, viúva do cantor Arlindo Cruz, manifestou seu pesar. “Minha querida amiga. Lamentável demais. Descanse em paz. Nosso coração verde e branco sentirá sua falta”.

Estrela da Sapucaí

Durante as décadas de 1980 e 1990, Beth Andrade se tornou uma das figuras mais conhecidas nos desfiles da Mocidade, aparecendo como destaque, principalmente no carro abre-alas. Ela retornou à Sapucaí em 2013, quando a escola apresentou um enredo sobre o Rock in Rio.

Em 1992, ela participou da fundação da Estrelinha da Mocidade, a escola de samba mirim da agremiação, e assumiu o posto de primeira presidente.

Beth era casada com Paulo Roberto de Andrade, o Paulinho Andrade, filho de Castor. Paulinho foi assassinado em 1998, um ano após a morte do pai, em um atentado na Barra da Tijuca.

Na época, o homicídio ocorreu em meio a uma disputa pelo controle de pontos de jogo do bicho que pertenciam a Castor. O ex-policial militar Jadir Simeone foi condenado pela execução, que deu início a uma série de mortes pelo controle da contravenção.