Rio
Madrasta acusada de envenenar enteados com chumbinho vai a júri no Rio
Cíntia Cabral é acusada de matar enteada e tentar matar enteado com chumbinho em 2022
Uma mulher acusada de matar a enteada e tentar matar o enteado com veneno misturado à comida será julgada nesta quarta-feira pelo Tribunal do Júri da Capital do Rio de Janeiro. Cíntia Mariano Dias Cabral responde por homicídio e tentativa de homicídio. O caso é conduzido pelo GAEJURI/MPRJ em conjunto com a 1ª Promotoria de Justiça junto ao III Tribunal do Júri da Capital.
Caso adiado desde 2025 por impasse com a defesa
O julgamento deveria ter ocorrido em outubro de 2025, mas foi suspenso depois que a defesa abandonou o plenário. Os advogados alegaram ausência de uma testemunha que consideravam imprescindível e a falta de diligências pendentes. A sessão foi retomada apenas agora.
A acusação sustenta que Cíntia agiu por ciúmes da relação que os dois jovens mantinham com o pai, Adeílson Jarbas Cabral, com quem ela era casada. O Ministério Público classifica o crime como praticado por motivo fútil.
Morte após 13 dias e segundo ataque meses depois

De acordo com a denúncia, o primeiro episódio ocorreu em 15 de março de 2022, quando Fernanda Cabral, então com 22 anos, teria ingerido alimento envenenado servido pela madrasta. Ela passou mal logo após comer, precisou ser hospitalizada e morreu 13 dias depois.
Dois meses depois, em maio do mesmo ano, Bruno Cabral, irmão de Fernanda, que tinha 16 anos à época, teria sido vítima do mesmo método. Ele sobreviveu ao envenenamento.
Laudos periciais identificaram nas duas vítimas sintomas compatíveis com intoxicação por carbamato, o princípio ativo conhecido popularmente como “chumbinho”. A perícia concluiu que tanto a morte de Fernanda quanto as lesões sofridas por Bruno foram causadas por ação química decorrente de envenenamento.
O MPRJ afirma que há provas tanto da materialidade dos crimes quanto da autoria atribuída à ré.