Rio
Mapa da violência: como denunciar e buscar ajuda contra feminicídio
Conheça os canais de denúncia, redes de apoio e medidas protetivas disponíveis para mulheres em situação de violência; saiba como agir e salvar vidas
O assassinato de uma mulher a facadas pelo ex-namorado no bairro Engenho de Dentro, nas proximidades do Estádio Engenhão (Estádio Nilton Santos), na Zona Norte do Rio de Janeiro, trouxe novamente à tona a urgência do debate sobre o feminicídio. A violência contra a mulher, muitas vezes silenciosa e escalonada, pode ser interrompida. Conhecer os canais de denúncia e as redes de apoio é o primeiro passo para que vítimas e testemunhas possam agir e salvar vidas.
Para situações de perigo iminente, a ação precisa ser imediata. A ligação para a Polícia Militar, pelo número 190, é o caminho mais rápido para solicitar uma intervenção de emergência. Este serviço funciona 24 horas por dia em todo o território nacional e deve ser acionado sempre que houver um crime em andamento ou uma ameaça concreta à vida.
Canais de denúncia e orientação
Além da emergência policial, existem canais específicos para denúncias de violência doméstica. O principal deles é o Ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher. O serviço é gratuito, confidencial e funciona ininterruptamente. Por meio dele, é possível não apenas registrar uma denúncia, mas também receber orientação sobre os próximos passos, como buscar uma delegacia ou solicitar medidas protetivas.
As denúncias podem ser feitas por diferentes meios para facilitar o acesso:
- Telefone: discando diretamente para o número 180.
- WhatsApp: adicionando o número (61) 99656-5008 e enviando uma mensagem.
- Aplicativo: baixando o app “Direitos Humanos Brasil”, disponível para Android e iOS.
Outra opção é o Disque 100, focado em violações de direitos humanos de forma geral, que também encaminha os casos de violência contra a mulher para os órgãos competentes. O serviço é gratuito e funciona 24 horas por dia.
Onde buscar acolhimento e proteção
O registro da ocorrência em uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) é fundamental. Nesses locais, a mulher recebe atendimento especializado e pode solicitar uma medida protetiva de urgência, que obriga o agressor a manter distância e cumprir outras determinações judiciais para garantir a segurança da vítima.
Além das delegacias, os Centros de Referência de Atendimento à Mulher (CRAMs) e as Casas da Mulher Brasileira oferecem suporte integral. Esses espaços fornecem acolhimento, acompanhamento psicológico e social, e orientação jurídica gratuita, ajudando a mulher a romper o ciclo de violência de forma estruturada e segura.
Qualquer pessoa que presencie ou suspeite de um caso de violência doméstica pode e deve denunciar. A ligação para o 180 ou 190 pode ser anônima, garantindo a segurança de quem ajuda. Interromper a violência é uma responsabilidade coletiva. Em briga de marido e mulher, a sociedade deve, sim, intervir.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.