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Menino resgatado após 8 horas à deriva no mar do RJ relembra momentos de angústia

Criança de 10 anos foi levada por correnteza de São Pedro da Aldeia até Arraial do Cabo e contou que tentou manter a calma até o resgate

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Foto: Reprodução/A voz do Aldeense

Miguel Torquato do Nascimento, de apenas 10 anos, relembrou os momentos de medo e incerteza vividos sozinho em um caiaque, após passar cerca de oito horas à deriva no mar. O caso aconteceu na Região dos Lagos, na Praia do Sudoeste, em São Pedro da Aldeia.

Recuperado do susto, ele descansa agora na casa da família, em Queimados, na Baixada Fluminense. Ele foi localizado na noite de domingo (11) em Pontal da Alcaíra, já no município de Arraial do Cabo, a cerca de 10 quilômetros de distância do ponto onde havia entrado no mar.

“Eu fiquei calmo, mas pensei que ninguém ia conseguir me ajudar”, contou a criança em entrevista ao RJ1.

As buscas mobilizaram equipes do Corpo de Bombeiros, da Marinha, além de pescadores e moradores da região, que ajudaram nas tentativas de localização.

Passeio virou susto

Miguel passava as férias com a família em São Pedro da Aldeia. Acompanhado de primos, ele saiu de casa com a intenção de ir a uma piscina, mas acabou seguindo para a praia. No local, cada um pegou um caiaque para um passeio próximo à areia.

Um dos familiares conseguiu retornar à praia, mas Miguel acabou sendo levado pelo vento e pela correnteza. Após o resgate, Miguel foi levado ao pronto-socorro de São Pedro da Aldeia e, depois, encaminhado à UPA pediátrica, onde passou por exames de rotina. Segundo a família, não houve necessidade de internação.

O menino afirmou que sentiu um grande alívio ao avistar os bombeiros. Segundo os profissionais envolvidos no resgate, Miguel estava aparentemente tranquilo no momento em que foi encontrado. “Eu chorei, fiquei assustado. Mas, depois, eu fui ficando calmo. Aí eu fiquei parado, quase não me mexendo em nada”, relatou.

Ao todo, 25 bombeiros participaram da operação. Miguel foi encontrado já em terra firme, após conseguir chegar à praia.

“Quando eu cheguei na areia, queria achar a saída. Mas não tinha saída, nem de um lado e nem de outro. Eu fui para um lado e não tinha, fui para o outro e também não tinha. Eu estava voltando e vi o jet ski”, contou.