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Morador morto nos Prazeres será velado no cemitério do Catumbi; viúva contesta versão da PM

Após o velório, o corpo do ajudante de cozinha será levado ao Piauí para o sepultamento

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Leandro da Silva Souza, de 30 anos. Foto: Reprodução

O corpo de Leandro da Silva Souza, 30 anos, será velado nesta sexta-feira (20) a partir das 8h no cemitério do Catumbi, na Zona Norte do Rio. Em seguida, o caixão seguirá para o Piauí, onde o sepultamento acontecerá. Morador do Morro dos Prazeres, o ajudante de cozinha morreu na quarta-feira (18) durante uma operação policial voltada contra integrantes do Comando Vermelho na comunidade.

Nesta quinta (19), a viúva de Leandro, Roberta Ferro Hipólito, foi ao Instituto Médico Legal (IML) para reconhecer e liberar o corpo do marido.

Para a Super Rádio Tupi, Roberta contou sua versão após presenciar a morte de Leandro: “Eles me tiraram para fora, aí ele falou assim, ‘agora você vai ter que ir para a delegacia depor e falar que foi esse bandido aqui, que estava na janela, que matou o seu marido’. Mas eu não poderia ir porque eu não vi, eu não vi o bandido reagindo, eu não vi o bandido matando meu marido, então não tinha como eu ir na delegacia depor. Mas eles me pediram, aí ele até falou, ‘foi esse bandido aqui que matou o seu marido’, como ele sabia que o tiro partiu daquele bandido? Um bandido que estava no chão morto”.

Chefe do CV morto na operação tinha 135 passagens

A ação policial resultou na morte de outros sete homens identificados pela PM como traficantes. O mais notório deles era Claudio Augusto dos Santos, conhecido como Jiló dos Prazeres, 55 anos, apontado como o líder do Comando Vermelho na área. Logo após a operação, criminosos atearam fogo em ônibus e fecharam ruas no Rio Comprido.

Cláudio Augusto dos Santos, o Jiló dos Prazeres. Foto: Divulgação

Jiló acumulava 135 passagens na polícia e oito mandados de prisão em aberto, de acordo com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Entre as acusações estavam homicídio, sequestro, cárcere privado, tráfico de drogas e constrangimento ilegal. Registros apontam sua atuação no crime desde pelo menos a década de 1990.