Rio

Morre, aos 62 anos, Loren Alexsander, criadora da Parada LGBT de Madureira

Ativista dos direitos LGBTs do Rio estava internada em Hospital na Barra da Tijuca há quase quatro meses

Por Redação Tupi

(Divulgação)

A ativista Loren Alexsander morreu, aos 62 anos, nesta quarta-feira (6),  vítima de uma parada cardíaca. Criadora e coordenadora da Parada LGBT de Madureira, realizada desde 2000, estava internada há quatro meses no Hospital Barra D’or, na Zona Oeste do Rio.

De acordo com informações de pessoas próximas, a família de Loren não quis divulgar informações sobre o velório, que será reservado por conta da pandemia da covid-19.

Vice-presidente da Comissão Especial da Diversidade Sexual e de Gênero da OAB-RJ, Nélio Georgini lamenta morte de organizadora da parada LGBT de Madureira.

O vice-presidente da Comissão Especial da Diversidade Sexual e de Gênero da OAB-RJ, Nélio Georgini lamentou a morte da ativista, que era sua amiga pessoal.

“Loren foi um exemplo no engajamento pelos direitos humanos e uma expoente para comunidade LGBT. Ela trabalhou incansavelmente contra a LGBTfobia e foi uma das pioneiras na militância para pessoas transgêneras. Organizava à Parada LGBT de Madureira, que reunia mais de um milhão de pessoas todos os anos. É uma perda irreparável para todos que buscam uma sociedade igualitária e sem preconceitos”, afirma Georgini .

“Ela foi uma das militantes que mais se envolveu nas causas sociais em prol da comunidade LGBT e dos vulneráveis periféricos, também foi ela que realizou o maior parada Parada LGBTQI em uma periferia no mundo” , lamenta a Líder da Casa Nem, Indianara Siqueira.

Amigo pessoal de Loren, Josimar Viana, que é líder comunitário no Morro da Serrinha, lembra que Loren é um exemplo de luta em prol dos Direitos Humanos.

A Presidente da Comissão da Diversidade Sexual e de Gênero, Katia Meire, se solidariza com a família e amigos.

Erick Witzel, assessor da Coordenadoria Executiva da Diversidade Sexual da Prefeitura do Rio, afirma que a ativista deixou um legado que ficará para sempre.

“No mês da visibilidade trans, nós perdemos um ícone de luta e resistência no Rio de Janeiro. Com muito pesar recebi a notícia do falecimento da querida Loren, Madureira não será a mesma. Seu legado fica marcado para sempre na história das conquistas LGBT+”, disse Erick.

 

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