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MPRJ denuncia 11 por esquema que desviou R$ 86 milhões de recursos públicos

Segundo o MPRJ, o presidente do Instituto Rio Metrópole, Davi Perini Vermelho, conhecido como "Didê", autorizava contratações e controlava os pagamentos suspeitos do esquema investigado

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Foto: Divulgação

Uma rede de corrupção instalada no Instituto Rio Metrópole (IRM) é alvo de uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) nesta quinta-feira (9). O esquema teria desviado R$ 86,28 milhões por meio de fraudes em licitações e lavagem de dinheiro público.

Entre os denunciados está o presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, conhecido como “Didê”, apontado pelas investigações como líder da organização criminosa. Ao todo, o MPRJ denunciou 11 pessoas, e seis delas tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça.

A força-tarefa cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão na capital fluminense, em São Gonçalo e Teresópolis. A investigação tem como alvos agentes públicos e empresários suspeitos de integrar o esquema de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.

Como funcionava o desvio milionário

Segundo as investigações do MP, o dinheiro saía dos cofres do instituto para empresas contratadas e, em seguida, era repassado ao Instituto BIO. A entidade é apontada como uma organização de fachada, sem estrutura real, usada apenas para permitir saques de vultosas quantias em espécie.

O grupo contava ainda com uma estrutura de escolta armada para garantir a segurança no transporte do dinheiro retirado das contas. O monitoramento indica que as irregularidades ocorreram de forma contínua entre meados de 2022 e maio de 2026.

A ação de hoje conta com o suporte da Coordenadoria de Segurança e Inteligência e de órgãos do Ministério da Justiça. Além das prisões, as buscas visam colher provas sobre o funcionamento da engrenagem que transformava recursos públicos em dinheiro vivo.

Outros cinco envolvidos, ligados às empresas que prestavam serviços ao instituto, responderão ao processo em liberdade. Para eles, a Justiça determinou o uso de monitoramento eletrônico, o comparecimento periódico ao tribunal e a proibição de deixar o território nacional.