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Mulher é presa após confessar envenenamento e esquartejamento do companheiro em Nova Iguaçu

Investigação rápida da Polícia Civil localizou provas que levaram suspeita a admitir os atos contra o parceiro; caso chocou moradores da região

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Agente escolta pessoa encapuzada em corredor de delegacia com placa de andares
Esther Cabral é conduzida por agente da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense onde confessou o crime. Foto: Reprodução

A Polícia Civil prendeu Esther Pestana Cabral na noite de terça-feira (21), em Austin, Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A mulher admitiu que envenenou, decapitou e esquartejou o companheiro, Edmilson Batista Vila Verde. Conforme as investigações policiais, o homicídio ocorreu no dia 16 de outubro.

A apuração começou quando o filho da vítima encontrou um pedaço do corpo do pai na residência dele e acionou a Polícia Militar. Após a constatação inicial no endereço, a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense assumiu a investigação do caso.

Descoberta de pistas no imóvel

No imóvel da vítima, os agentes localizaram o tronco de Edmilson. Os policiais também acharam o comprovante fiscal da compra de um par de luvas, material supostamente utilizado no esquartejamento do cadáver.

A partir do recibo, os investigadores foram até a farmácia indicada no documento. No estabelecimento comercial, a equipe confirmou que a própria companheira da vítima havia comprado as luvas.

Ao mesmo tempo, outra equipe policial encontrou a cabeça e os membros de Edmilson. As partes do corpo estavam guardadas no automóvel do próprio homem. O carro se encontrava estacionado em uma rua a quase meio quilômetro da residência.

Confissão e andamento judicial

Conduzida até a delegacia para prestar depoimento, Esther tentou sustentar uma versão diferente perante os agentes. A mulher acabou confessando os atos após a apresentação das provas reunidas pelos investigadores durante o dia.

Ela admitiu ter ocultado os restos mortais do parceiro em pontos distintos após o crime de envenenamento e esquartejamento.

Esther foi autuada em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver. Como o assassinato ocorreu dias antes, a autoridade policial solicitou a prisão temporária da suspeita por homicídio qualificado, pedido que aguarda decisão judicial.