Rio
Mulheres no poder: os direitos conquistados e as lutas que seguem
No Dia da Mulher, entenda os avanços na legislação brasileira e os desafios que ainda persistem para a igualdade de gênero no trabalho e na sociedade
O Brasil celebra em março o Dia Internacional da Mulher em meio a um cenário de contrastes. Nas últimas décadas, o país avançou com leis importantes para garantir a proteção e os direitos femininos. No entanto, desafios persistentes na política, no mercado de trabalho e na segurança pública mostram que a jornada pela igualdade de gênero ainda é longa.
As conquistas legislativas são marcos fundamentais nessa trajetória. A Lei Maria da Penha, de 2006, criou mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar. Anos depois, em 2015, a Lei do Feminicídio tornou crime hediondo o assassinato de mulheres por razões de gênero, garantindo punições mais severas.
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Mais recentemente, a Lei de Igualdade Salarial, sancionada em 2023, estabeleceu a obrigatoriedade de equiparação salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função. A legislação exige que empresas com mais de 100 funcionários publiquem relatórios de transparência, expondo eventuais disparidades.
Os desafios que permanecem
Apesar do arcabouço legal, a realidade ainda impõe barreiras. A sub-representação feminina na política é um dos principais obstáculos. Mesmo sendo a maioria da população e do eleitorado, as mulheres ocupam menos de 18% das cadeiras na Câmara dos Deputados, segundo dados da legislatura atual, o que dificulta a inclusão de suas pautas na agenda pública.

(Foto: Reprodução / Agência Brasil)
No mercado de trabalho, a diferença salarial continua sendo uma realidade. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo IBGE em 2025, mostram que as mulheres ainda ganham, em média, 21% a menos que os homens. Além disso, a dupla jornada, que combina o trabalho remunerado com as tarefas domésticas e o cuidado com os filhos, sobrecarrega e limita o crescimento profissional de muitas.
A violência de gênero também se mantém em patamares alarmantes. Conforme aponta o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025, os índices de feminicídio e agressão seguem altos, evidenciando que as leis, embora essenciais, precisam ser acompanhadas de políticas públicas eficazes de prevenção, acolhimento e educação para transformar a cultura social.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.