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Na Tupi, Leniel Borel diz que teme por babá de Henry após soltura de Monique: “Sumida ou sumiram com ela?”

Leniel Borel teme por babá de Henry sumida após soltura de Monique e adiamento

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Cidinha Campos e Leniel Borel. Foto: Carlos Palermo / Tupi

O vereador Leniel Borel, pai do menino Henry Borel, expressou nesta terça-feira (24) sua preocupação com o paradeiro da babá Thayná de Oliveira Ferreira, testemunha central no caso, agora que Monique Medeiros foi solta após o adiamento do júri.

Em entrevista ao Show do Clóvis Monteiro, na Super Rádio Tupi, ele foi enfático: “A babá está sumida, e ela fala que tem medo de Monique. Está sumida ou sumiram com ela?” O vereador foi entrevistado por Clóvis Monteiro, Cidinha Campos e Filipe Melo na bancada da Tupi.

A pergunta de Leniel não é retórica. Thayná de Oliveira Ferreira não foi localizada pela Justiça do Rio de Janeiro às vésperas do julgamento, que começaria na segunda-feira (23). Oficiais de Justiça compareceram ao endereço residencial registrado e realizaram múltiplas tentativas de contato telefônico, sem sucesso.

A babá chegou a ser localizada e intimada como testemunha antes do início do júri, segundo o advogado de acusação, mas o julgamento foi suspenso no mesmo dia após o abandono de plenário da defesa de Jairinho, e agora só retoma em 25 de maio.

É nesse cenário que a soltura de Monique preocupa Leniel. Um dos crimes pelos quais ela responde é exatamente coação de testemunhas. Thayná é, justamente, uma das peças mais sensíveis do processo.

Quem é Thayná e por que ela importa tanto?

Thayná Ferreira ocupava posição estratégica no caso por ter sido a primeira pessoa a registrar indícios de maus-tratos contra Henry Borel. Apenas um mês antes da tragédia, ela enviou mensagens preocupantes à mãe da criança, relatando um desabafo angustiante do menino. Nas comunicações, a babá transcreveu as palavras de Henry: “Ele me contou que ele deu uma banda e o chutou. E que toda vez faz isso”. Para corroborar o relato, Thayná anexou um vídeo que mostrava o menino mancando visivelmente.

Na entrevista à Tupi, Leniel revelou que a babá foi contratada especificamente para proteger Henry. Depois que o menino relatou ao pai os “abraços fortes” do padrasto, Leniel disse ter avisado Monique pessoalmente que não queria que Henry ficasse sozinho com Jairinho. “A Thayná foi contratada a peso de ouro justamente pra isso”, afirmou.

Pontos chave sobre Thayná Ferreira

Entenda a importância e as controvérsias envolvendo a testemunha central.

Aspecto Detalhe Essencial
Status Atual Desaparecida. A Justiça não a localizou para o julgamento, gerando preocupação com coação.
Papel no Início do Caso Primeira a registrar maus-tratos contra Henry, enviando mensagens e vídeo à mãe.
Relação com Acusados Família empregada pelo pai de Jairinho; continuou recebendo pagamentos após a morte de Henry.
Contradições nos Depoimentos Apresentou três versões diferentes, levando a indiciamento por falso testemunho.
Preocupação de Leniel Borel Teme que o sumiço e a soltura de Monique sejam ligados à coação de testemunhas.

A relação entre Thayná e o clã Jairinho, porém, é ambígua e alimenta suspeitas. Parentes da babá teriam sido empregados pelo coronel Jairo, pai do ex-vereador, e ela continuou recebendo pagamentos mesmo após a morte do menino. Leniel confirmou isso no programa: “A família dela trabalha para o Jairinho até hoje.”

Essa proximidade se reflete nas contradições dos depoimentos de Thayná ao longo de cinco anos. Em sua primeira versão, afirmou que nunca percebeu nada de anormal na relação entre os acusados e Henry. Na segunda, garantiu que Monique sabia que o menino era agredido por Jairinho e que mentiu a pedido da ex-patroa.

Na terceira, voltou atrás e declarou que desconhecia as agressões, afirmando se sentir manipulada por Monique. A Polícia Civil chegou a indiciá-la por falso testemunho.

O medo de coação com Monique em liberdade

Para Leniel, a soltura de Monique e o sumiço da babá não são coincidências. Ele lembrou na entrevista que o ministro Gilmar Mendes, do STF, havia se manifestado pela manutenção da prisão de Monique justamente por esse motivo, e que a decisão da juíza foi na contramão disso.

Cidinha Campos, Clóvis Monteiro e Leniel Borel. Foto: Carlos Palermo / Tupi

A defesa de Monique chegou a questionar nas redes sociais o fato de a babá não ter sido localizada às vésperas do julgamento, levantando dúvidas sobre a quem interessaria a ausência dela. A estratégia da defesa, de acordo com o que circulou na imprensa, era usar Thayná para expor inconsistências nos relatos, o que tornaria seu sumiço igualmente inconveniente para ambos os lados.

“Mataram meu filho pela segunda vez”

O vereador foi categórico ao avaliar o que viu na segunda-feira no plenário. “Ontem (segunda), como pai, eu sinto que mataram o meu filho pela segunda vez”, declarou, referindo-se ao abandono de plenário da defesa de Jairinho que forçou o adiamento do júri.

Para ele, a manobra foi um “grande escárnio” com a memória de Henry, com os jurados e com a imprensa que aguardava o julgamento.

Leniel também voltou a dizer, de forma direta, que considera Monique mais culpável que Jairinho: “Jairinho é um monstro, sim. Mas ele não era o pai. Monique era a mãe e ela tinha o dever, o maior dever de uma mãe, de ser a garantidora do filho.”