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Nova reunião termina sem acordo e greve dos ônibus no Rio continua ameaçando passageiros

Empresas sobem reajuste para 4,5%; sindicato dos rodoviários classifica oferta como "descaso"

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Foto: Reprodução/TV Globo

Representantes das empresas de ônibus e dos trabalhadores do Rio de Janeiro voltaram a se reunir no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) nesta segunda-feira (6). O encontro buscou um entendimento para evitar a retomada da greve que paralisou a capital na última semana.

Durante a audiência, o sindicato patronal ofereceu um ajuste sutil na proposta anterior, elevando o índice de reajuste de 4,39% para 4,5%. Apesar do incremento de 0,11%, a categoria decidiu manter o estado de greve até uma nova assembleia, marcada para esta terça-feira (7).

Posicionamento das empresas e reação sindical

O Rio Ônibus justificou a limitação da oferta citando dificuldades financeiras graves no setor de transportes. João Gouveia, CEO da entidade, destacou que o caixa das viações está sob pressão, pontuando que “temos 11 empresas em recuperação judicial” no momento.

Já o Sindicato dos Rodoviários considerou o novo percentual um desrespeito aos trabalhadores. Para o presidente da entidade, Sebastião José, apresentar uma variação de 0,11% após a suspensão da paralisação “não parece de boa fé”. Ele recomendou que a classe rejeite a proposta no próximo encontro.

Foto: Reprodução

Principais reivindicações da categoria

Os rodoviários mantêm uma pauta de pedidos que vai além do índice salarial imediato. Os pontos centrais da negociação incluem:

Tabela de reivindicações da categoria

Um panorama das exigências chaves em negociação coletiva.

Demanda Especificação
Reajuste salarial Aumento de 17%, com pisos de R$ 5 mil (BRT) e R$ 4 mil (demais linhas).
Benefícios sociais Implementação de plano de saúde e vale-alimentação de R$ 1.000/mês.
Jornada de trabalho Revisão de escalas para 7 horas e meia diárias fixas.

Histórico da paralisação e pressão judicial

O movimento grevista teve início no dia 28 de abril, resultando em dois dias de operação parcial e episódios de vandalismo em coletivos. Na ocasião, a frota circulante ficou abaixo do limite determinado pela Justiça, gerando transtornos em terminais estratégicos da cidade.

A suspensão temporária da greve ocorreu após uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que elevou a exigência de frota mínima para 80%. A ordem judicial estabeleceu multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento, o que levou o sindicato a aguardar novas rodadas de negociação.