Rio
O interior do Rio de Janeiro está na moda? Entenda o novo turismo
Além de Valença, outras cidades do interior fluminense atraem investimentos e novos visitantes; saiba o que está por trás desse movimento
Longe das praias lotadas, o interior do Rio de Janeiro vive um novo momento no turismo. A cidade de Valença, coração do Vale do Café e lar do famoso distrito de Conservatória, a “capital da seresta”, desponta como um dos destinos mais procurados por quem busca história, natureza e tranquilidade. O movimento reflete uma mudança no perfil do viajante, que agora valoriza experiências autênticas e roteiros culturais.
O principal atrativo da região são as fazendas históricas ligadas ao Ciclo do Café, que no século 19 chegou a ser responsável por 75% da exportação do grão no país. Muitas delas foram restauradas e transformadas em hotéis-fazenda, museus e espaços para eventos, oferecendo uma verdadeira imersão no período do Império. Recentemente, algumas dessas propriedades retomaram o plantio de café, enriquecendo a autenticidade da experiência. Além do patrimônio, a cidade é cercada por cachoeiras e trilhas, combinando cultura com ecoturismo.
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Esse interesse crescente não é por acaso. Após o período de isolamento social, muitos viajantes passaram a buscar destinos mais próximos, acessíveis de carro e com menos aglomeração. O turismo rural ganhou força, e o interior fluminense se mostrou uma opção ideal para quem vive na capital e em estados vizinhos, como São Paulo e Minas Gerais.
Outras cidades em destaque
O fenômeno não se restringe a Valença. Cidades vizinhas como Vassouras e Piraí também colhem os frutos desse novo olhar para o Vale do Café. A região se beneficia de uma identidade turística unificada, que promove o circuito das fazendas e a riqueza cultural de forma conjunta, atraindo visitantes para roteiros que duram vários dias.
A serra fluminense, com seus destinos já consolidados como Petrópolis e Teresópolis, também observa um fluxo renovado. No entanto, o diferencial do Vale é a aposta no resgate histórico como produto principal, criando uma experiência única que mescla hospedagem, gastronomia e conhecimento.
Com o aumento da demanda, chegam também os investimentos. Novos hotéis, pousadas e restaurantes estão surgindo para atender a um público mais exigente. O movimento impulsiona a economia local, gera empregos e, principalmente, incentiva a preservação do patrimônio arquitetônico, que se torna a principal fonte de renda para muitos municípios da região.
Eventos culturais, como o Festival Vale do Café, que acontece anualmente no mês de julho, e uma gastronomia que valoriza produtos locais complementam a experiência. O roteiro se consolida como uma alternativa sofisticada e tranquila ao tradicional turismo de sol e mar, mostrando que o Rio de Janeiro tem muito a oferecer além de sua famosa orla.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.