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Onda de assaltos assusta moradores de Jacarepaguá

Roubos à mão armada e aumento do furto de joias preocupam população da Freguesia e do Tanque, que cobra reforço no policiamento

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Foto: Reprodução/Shutterstock

Uma onda de assaltos tem preocupado moradores de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, com diversos ouvintes da Super Rádio Tupi tendo relatado o aumento da violência nas ruas da região, com destaque para os roubos à mão armada e o crescimento expressivo do roubo de peças de ouro.

De acordo com os relatos, a situação tem se agravado nas últimas semanas, especialmente no período do Carnaval, com as denúncias se concentrando nos bairros da Freguesia e Tanque, em especial a Rua Ituverava e vias próximas, onde moradores afirmam viver sob constante sensação de insegurança. 

“Na Avenida Tenente Coronel Muniz Aragão, uma semana antes do Carnaval, teve nove assaltos, sendo que a maioria dos moradores tem medo de ir na delegacia, depor ou fazer o boletim online, porque os bandidos continuam soltos.” – declarou um dos moradores da região, que preferiu não se identificar

Outra informação apurada pela reportagem da Tupi é a de que há uma nova lei imposta pelo tráfico de drogas, de que os criminosos estariam proibidos de roubar em favelas próximas, com alguns alugando casas de baixo valor e as usando como esconderijo para esconder os frutos do roubo e monitorar as vítimas.

Segundo outro ouvinte, a maioria das vítimas tem um perfil semelhante: idosos, mulheres e até pessoas com crianças no colo, consideradas alvos mais vulneráveis pelos criminosos.

A maior parte das vítimas relatam um padrão nas abordagens: são ações rápidas, com violência e, em grande parte dos casos, realizadas por criminosos armados em motocicletas.

Outro ponto que chama a atenção nas denúncias, é a mudança no foco dos roubos, com os criminosos, que tinham como principal objetivo os celulares, passando a dar preferência para cordões de ouro, alianças e outras joias. 

Especialistas e moradores apontam que essa mudança pode estar ligada ao alto valor do ouro e à dificuldade de rastreamento, já que o material pode ser facilmente derretido e revendido. Além disso, o aumento de bloqueios remotos de celulares com medidas de segurança mais rígidas, teria reduzido o interesse dos criminosos por aparelhos telefônicos. 

Diante do cenário, moradores têm adotado medidas preventivas no dia a dia, evitando o uso de cordões, alianças e qualquer outro objeto de ouro visível nas ruas, preferindo deixar joias em casas e mantendo a atenção redobrada ao caminhar pela rua. 

Enquanto isso, a população cobra reforço no policiamento, ações estratégicas contra quadrilhas de moto e respostas mais rápidas das autoridades para conter o avanço dos roubos, que vêm assustando os moradores de Jacarepaguá.