Operação em Realengo mira quadrilha que roubava, clonava e revendia veículos - Super Rádio Tupi
Conecte-se conosco
x

Rio

Operação em Realengo mira quadrilha que roubava, clonava e revendia veículos

Operação mobiliza 360 agentes em Realengo para cumprir oito mandados de prisão contra suspeitos de roubo e clonagem de veículos

Publicado

em

Compartilhe
google-news-logo
Foto: Divulgação

Uma ação integrada das polícias Civil e Militar mobiliza forças de segurança nesta sexta-feira (6) contra uma quadrilha especializada em roubar, clonar e revender veículos na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A ofensiva ocorre na comunidade Jardim Novo, em Realengo.

A investida marca a segunda fase da Operação Sinal Oculto, conduzida pela Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis em conjunto com o Batalhão de Polícia de Choque. A meta central é cumprir oito mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça.

Qual é a estrutura mobilizada na comunidade?

A operação conta com a participação de 360 agentes e o apoio de dois veículos blindados para entrar na região conflagrada. O trabalho mira desarticular a cadeia financeira e operacional do bando, que utilizava a localidade como base territorial.

As apurações policiais continuam em andamento para identificar outros participantes da rede ilegal e detalhar os elos entre o comércio clandestino na internet e ações armadas no asfalto.

Como funcionava o esquema de clonagem de veículos?

O caso começou a ser apurado a partir de anúncios em redes sociais que ofertavam modelos caros por quantias expressivamente menores que a média do mercado. O comércio atraía compradores com a promessa de documentação aparentemente regular.

Para montar as fraudes, os criminosos identificavam automóveis devidamente emplacados e copiavam os sinais identificadores para aplicá-los nos veículos roubados. Integrantes da organização também recebiam pedidos de modelos determinados, direcionando os assaltos na região de acordo com os pedidos da clientela clandestina.

Qual é a ligação do grupo com o tráfico de armas?

O exame dos aparelhos e das comunicações dos suspeitos revelou que a quadrilha mantinha negócios no mercado ilegal de armamento pesado. Os agentes encontraram arquivos com integrantes exibindo armas de grosso calibre.

A equipe policial analisou 19.777 mensagens de texto e 2.324 áudios durante a investigação. O material continha conversas sobre negociações de fuzis AK-47, armamentos de calibre .50 e pistolas de uso restrito.

O que aconteceu na etapa anterior das investigações?

A primeira etapa da Operação Sinal Oculto foi deflagrada em 27 de agosto, ocasião em que os agentes cumpriram 37 mandados de busca e apreensão. Naquela data, uma das lideranças centrais da quadrilha acabou presa.

Durante a incursão na mesma comunidade do Jardim Novo, as equipes policiais foram recebidas a tiros por homens armados. Um policial civil acabou baleado na face por um disparo que atravessou o rosto, provocando ferimentos de gravidade.