Rio
Operação fecha fábrica clandestina de óleo lubrificante em Duque de Caxias
Esquema milionário vendia produto reprocessado com rótulos de marcas famosas. Sete pessoas foram presas na ação
Uma operação do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), com apoio da Delegacia Fazendária da Polícia Civil (Delfaz) e da Agência Nacional do Petróleo (ANP), desarticulou uma quadrilha que falsificava óleos lubrificantes e graxas em Duque de Caxias. Sete pessoas foram presas na ação.
A fábrica clandestina movimentava mais de R$ 1 milhão por mês, segundo anotações encontradas no local. O galpão não possuía nenhuma licença ambiental para a atividade e tinha capacidade para armazenar até 120 mil litros em quatro tanques.
Como funcionava o esquema

Investigações apontam que a estrutura aproveitava óleo lubrificante usado ou contaminado, de coloração escura, e o submetia a um processo de clarificação. Essa técnica dava ao produto a aparência de novo.
Os rótulos também eram falsificados. Foram identificados produtos com marca própria vinculada a um CNPJ inexistente e embalagens que imitavam marcas renomadas do mercado automotivo.
No galpão, foram apreendidos grande quantidade de tambores, galões e embalagens vazias, mas nenhuma nota fiscal. A Polícia Civil investiga a origem da mercadoria.
O esquema representa um risco direto ao consumidor, pois o óleo reprocessado era vendido como novo, sem controle de qualidade ou autorização regulatória. O material apreendido está sob a guarda de um agente regulado pela ANP.