Rio
Operação tem como alvo lideranças do Comando Vermelho na Cidade de Deus e Jacarepaguá
Ação conjunta das polícias Civil e Militar cumpre mandados na Cidade de Deus e Vila Sapê para combater a estrutura e a expansão territorial da facçãoAs polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro deflagraram, nesta terça-feira (14), uma nova fase da Operação Contenção. A ofensiva mira lideranças e a estrutura logística da facção Comando Vermelho nas comunidades da Cidade de Deus e Vila Sapê, localizadas em Jacarepaguá.
A mobilização busca cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão para frear a expansão territorial do grupo criminoso. De acordo com os órgãos de segurança, a meta é reduzir os impactos da facção nos índices de violência, especialmente no que diz respeito aos crimes patrimoniais na Zona Oeste.
Balanço da operação e apreensões de fuzis
A iniciativa estratégica do governo estadual foca na desarticulação financeira e operacional da organização criminosa. Os resultados acumulados pelas forças de segurança desde o início das ações incluem:
- Prisões e baixas no crime organizado. A operação já alcançou a marca de 370 detidos, além de 137 suspeitos neutralizados em trocas de tiros com os agentes.
- Apreensão de armamento pesado. Foram retiradas das ruas 480 armas, das quais 190 fuzis compunham o poder bélico da facção.
- Munições retiradas de circulação. O volume de material apreendido ultrapassa 51 mil unidades, o que prejudica a capacidade de resistência armada do grupo.
Logística criminosa e foco no roubo de veículos
Investigações conduzidas pela Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA-CAP) revelam que o controle territorial da facção reflete no aumento de roubos de carros. Os automóveis roubados são incorporados à logística do bando ou usados como moeda de troca para fortalecer o caixa da organização.
O trabalho de inteligência aponta uma divisão rígida de funções, com criminosos encarregados da vigilância, uso de rádios e proteção das chefias. Policiais do Bope e da Core dão suporte à ação, monitorando acessos e pontos de venda de drogas que são mantidos sob forte escolta armada.
Os agentes também identificaram o uso de redes sociais por parte dos suspeitos para a ostentação de armamento e símbolos da facção. Além das tropas de elite, a operação mobiliza o Batalhão de Polícia de Choque e o Departamento-Geral de Polícia Especializada.