Rio
“Foi caos”: turistas relatam medo ao ficarem ilhados na trilha do Dois Irmãos durante operação
Ação policial mirou traficantes da Bahia escondidos no Rio; turistas relatam momentos de pânicoCerca de 200 pessoas que faziam a trilha do Morro Dois Irmãos, na Zona Sul do Rio, viveram momentos de tensão na manhã desta segunda-feira (20). O grupo ficou isolado no topo do morro devido a uma operação da Polícia Civil no Morro do Vidigal, que resultou em intensos tiroteios na região.
Os visitantes, que subiram a trilha para acompanhar o nascer do sol, foram impedidos de retornar por questões de segurança. A intervenção foi realizada pela Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) com apoio do Ministério Público da Bahia para desarticular uma quadrilha baiana.
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Relatos de visitantes estrangeiros durante o cerco
Entre os ilhados estavam as portuguesas Austécia e duas mulheres chamadas Maria. Elas contaram que, apesar do barulho de tiros e da presença de helicópteros da polícia, seguiram as orientações de segurança para aguardar o momento seguro de descer a encosta.
Austécia explicou que o grupo estava apreciando a paisagem quando recebeu ordens para se abaixar e aguardar. “Não vivemos grandes estresses, estávamos bem protegidas e só descemos quando tínhamos que descer”, afirmou uma das estrangeiras, destacando que o episódio foi rápido.
Mesmo após o susto e a interrupção do passeio, as turistas vindas de Portugal garantiram que a experiência não desanimou o grupo. Elas afirmaram que pretendem retornar ao Morro Dois Irmãos em uma oportunidade futura para completar o percurso.
Visitantes de São Paulo, Minas Gerais e Alagoas relataram o clima de insegurança ao serem surpreendidos pelo confronto. “Foi caos, falaram que era operação, pediram para gente sentar e foi bem assustador”, declarou um dos brasileiros que aguardava o fim dos disparos.

Ação contra cúpula do tráfico baiano no Rio
Os agentes buscavam capturar chefes de uma facção que atua em Caraíva, no litoral baiano, mas que usavam comunidades cariocas como esconderijo. Durante a incursão, a polícia prendeu Núbia Santos de Oliveira, suspeita de gerenciar a lavagem de dinheiro do grupo criminoso.

O principal alvo, entretanto, conseguiu escapar das autoridades. Edinaldo Pereira Souza, o Dada, fugiu de um imóvel alugado no Vidigal onde promovia uma confraternização familiar. Ele estava foragido do sistema prisional da Bahia desde 2024 e vinha se escondendo na Rocinha.