Uma arma, 7 vítimas: como perícia conectou rede de morte a Adilsinho - Super Rádio Tupi
Conecte-se conosco
x

Rio

Uma arma, 7 vítimas: como perícia conectou rede de morte a Adilsinho

Mesmo fuzil foi usado em sete execuções entre 2022 e 2023, incluindo policiais e rivais da contravenção

Publicado

em

Compartilhe
google-news-logo
Adilsinho na sede da PF. Foto: Reprodução/TV Globo

Perícias balísticas feitas pela Polícia Civil do Rio revelaram que armas usadas em diferentes crimes têm conexão entre si e com casos ligados ao jogo do bicho e à máfia de cigarros ilegais. O contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, é apontado como figura central nessas investigações e foi preso na quinta-feira em Cabo Frio, na Região dos Lagos.

A polícia investiga se ao menos 20 crimes, incluindo homicídios, tentativas de assassinato e um sequestro, estão ligados a um grupo de extermínio vinculado a Adilsinho.

Fuzil usado em sete execuções entre 2022 e 2023

Adilsinho foi preso em Cabo Frio. Foto: Reprodução

A Delegacia de Homicídios da Capital analisou 11 homicídios e uma tentativa de homicídio registrados entre maio de 2022 e outubro de 2025. Os exames apontaram que um mesmo fuzil foi utilizado em sete execuções diferentes: as mortes de Marco Antônio Figueiredo Martins, o Marquinhos Catiri, e de Alexsandro José da Silva, o Sandrinho, morto junto com ele; do policial civil João Joel de Araújo; de Tiago Barbosa; do policial penal Bruno Kilier; de Fernando Marcos Ferreira Ribeiro; e do cabo da PM Diego dos Santos Santana. A mesma arma ainda foi usada na tentativa de assassinato de Luiz Henrique de Souza Waddington, filho de um bicheiro.

Uma mesma pistola calibre .40 aparece em dois assassinatos separados por mais de um ano. Em junho de 2024, Antônio Gaspazianne, dono do bar Parada Obrigatória, em Vila Isabel, foi morto com 20 tiros por dois homens encapuzados. Segundo as investigações, o motivo era a suspeita de que ele estivesse desviando dinheiro de máquinas caça-níqueis que deveria ser repassado à contravenção.

Policial civil executado em Niterói em 2025

Em outubro de 2025, o policial civil Carlos Queiroz foi morto na porta de casa, em Piratininga, em Niterói, enquanto levava o lixo para fora. A mesma pistola .40 teria sido usada nos dois crimes.

Cinco suspeitos pelo assassinato do policial foram presos. Um deles, José Gomes da Rocha Neto, o Kiko, era apontado por investigações da Polícia Civil e da Polícia Federal como segurança de Adilsinho. Ele já havia sido investigado por participar de uma milícia e por uma morte ligada à contravenção no Maranhão.

Outra pistola encontrada com um dos presos também teria sido usada para matar Cristiano de Souza, 50 anos, dono de uma tabacaria no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, em 2023.

Além de bicheiro com pontos de jogo e máquinas caça-níqueis nas zonas Norte, Sul e Centro do Rio, Adilsinho é apontado como chefe de uma organização de distribuição de cigarros ilegais que atua no Rio e em outros estados. Ele tinha mandado de prisão pelas mortes de Marquinhos Catiri e Alexsandro, foi indiciado pela morte de Bruno Kilier e é investigado como mandante das mortes de Tiago Barbosa, João Joel de Araújo e Fernando Marcos Ribeiro.