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PM é condenado por mortes na Pavuna após confundir macaco hidráulico com arma

Sargento da PM é condenado a 30 anos de prisão pelos assassinatos de dois jovens durante ação de patrulhamento na Pavuna, quase 11 anos após o crime

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Foto: Reprodução

O sargento da Polícia Militar Carlos Fernando Dias Chaves recebeu a pena de 30 anos de prisão em regime fechado pelos assassinatos de Tiago Guimarães Dingo, de 24 anos, e Jorge Lucas Paes, de 17. A decisão foi tomada pelo 4º Tribunal do Júri da Capital nesta quarta-feira, quase 11 anos depois do episódio.

As duas vítimas foram mortas a tiros durante uma ação de patrulhamento no bairro da Pavuna, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Como aconteceu o crime na Pavuna?

O caso ocorreu no dia 29 de outubro de 2015, quando Tiago e Jorge Lucas trafegavam em uma motocicleta e passaram perto da viatura da PM. O adolescente estava na garupa e carregava uma ferramenta mecânica no momento dos disparos.

Na versão apresentada pelo policial, o equipamento de trabalho foi tomado por armamento pesado. O sargento afirmou em depoimento que confundiu o macaco hidráulico com um fuzil. Os dois rapazes acabaram atingidos pelas costas e morreram ainda no local.

Como o caso chegou ao julgamento?

Logo após os disparos, o militar se apresentou à Delegacia de Homicídios para prestar esclarecimentos sobre a ação. Para detalhar o cenário do crime, a Polícia Civil executou uma reprodução simulada com peritos, refazendo o caminho percorrido pelos jovens e pelos agentes de segurança.

A acusação contra o policial contou com o suporte da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro. A instituição atuou como assistente no processo em defesa dos familiares de Tiago Guimarães Dingo.