Rio
Polícia Civil conclui investigação sobre estupro coletivo de adolescente em Botafogo
Dois adolescentes investigados no caso também são acusados de crime semelhante em Copacabana; polícia aponta padrão de violência e segue apurando um terceiro episódio.
A Polícia Civil concluiu uma nova investigação sobre um caso de estupro coletivo contra uma adolescente, ocorrido em agosto de 2023 em Botafogo, na zona sul da cidade do Rio.
Dois dos cinco adolescentes envolvidos no incidente de Botafogo também são acusados de um crime semelhante, registrado em janeiro no bairro de Copacabana.
A justiça recebeu o pedido de busca e apreensão dos jovens, que na época tinham 14 e 17 anos. Além deles, Gabriel Oliveira Palmieri, de 24 anos, foi indiciado por participação no crime.
A investigação foi retomada após denúncias surgidas durante a apuração do estupro coletivo de outra adolescente em Copacabana.
Segundo a polícia, os dois casos apresentam semelhanças na forma de atuação dos envolvidos, como explica o delegado responsável pelas investigações, Ângelo Lages.
“Nos dois casos, elas [as menores] foram submetidas durante uma hora e meia a todo esse terror, a violência sexual, a violência psicológica, muitas agressões físicas, o que chamou bastante a atenção da gente, a crueldade deles.” – explicou o delegado, dizendo que o fato de o crime de 2023 ter sido gravado impediu a vítima de fazer o registro de ocorrência, visto que ela tinha um temor que o vídeo fosse divulgado.
O caso de Copacabana ocorreu no dia 31 de janeiro deste ano dentro de um apartamento. A vítima recebeu uma mensagem de um colega de escola convidando-a para a casa de um amigo.
Quando chegou ao prédio, o colega insinuou que fariam algo diferente. Ela estranhou e recusou a proposta imediatamente.
Dentro do apartamento, a adolescente foi levada para um quarto, onde ficou trancada com quatro homens que insistiam para que ela mantivesse relações sexuais com eles.
Diante da recusa, os agressores se despiram e praticaram o crime mediante violência física e psicológica. A polícia segue investigando um terceiro caso semelhante.
Quatro adultos seguem presos e respondem na justiça pelo mesmo crime: Mateus Veríssimo Joel Martins, João Gabriel Xavier Bertô, Vitor Hugo Simonim e Bruno Felipe dos Santos Alegretti.
Todos os quatro Foram indiciados e denunciados por estupro coletivo qualificado e cárcere privado.
A legislação brasileira, através do ECA, o Estatuto da Criança e do Adolescente, prevê que maiores de idade de até 21 anos possam cumprir medidas socioeducativas relativas a fatos análogos a crimes.