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Policial Civil morto por militares da Marinha é enterrado nesta terça-feira

Renato Couto morreu após ser jogado por três militares da Marinha no Rio Guandu, na altura de Japeri, na Baixada Fluminense

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Família do papiloscopista
Familiares do policial se abraçam no enterro do agente - Foto: Tatiana Campbell/Super Rádio Tupi

Familiares do policial civil Renato Couto Mendonça, de 41 anos, estiveram, na manhã desta terça-feira (17), no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste, onde aconteceu o velório e enterro do papiloscopista. A mãe do agente passou mal assim que o corpo do filho chegou ao Cemitério. Ela precisou ser levada para a enfermaria. “Meu bebê, meu príncipe”, disse ela ao abraçar o caixão.

Renato Couto morreu após ser jogado, ainda com vida, por três militares da Marinha no Rio Guandu, na altura de Japeri, na Baixada Fluminense. Além de ter sofrido uma asfixia por afogamento, o perito também teve hemorragia, causada pelos tiros que levou no abdômen e na perna.

“Eles não estavam pegando um bandido, mas sim um homem honesto, trabalhador, pai de família, que tinha uma família que vai amar ele pra sempre. Eu vou guardar uma imagem de domingo que ele foi me parabenizar pelo Dias das Mães, eu só tenho boas lembranças dele. Ele era um homem bom. Queremos Justiça”, disse a irmã Débora Couto.

O crime aconteceu na última sexta-feira (13) e desde então o policial estava desaparecido. Na manhã desta segunda-feira (16), os Bombeiros localizaram o policial às margens do rio.

Além da família, amigos de farda participam de velório de policial civil morto por militares da Marinha

Além da família, amigos de farda participam de velório de policial civil morto por militares da Marinha – Foto: Tatiana Campbell/Super Rádio Tupi

Além de parentes, amigos de farda participaram do velório. Um deles foi o diretor do Instituto Felix Pacheco, Márcio Carvalho, onde Renato trabalhava.

“É uma demonstração de banalidade, uma coisa que chocou todo mundo. Estamos todos consternados. Uma perda muito grande. Ele era um ótimo policial. Ele era um policial padrão, chegava pra trabalhar, mas sempre disposto a participar, quando houve a catástrofe de Petrópolis, ele participou ativamente”.

Mãe, uma das irmãs e viúva de policial civil se despedem do agente

Mãe, uma das irmãs e viúva de policial civil se despedem do agente – Foto: Tatiana Campbell/Super Rádio Tupi

Renato Couto, que estava na Polícia Civil desde 2018, era o responsável por realizar as perícias no locais de crime. Ele deixa esposa e duas filhas: uma de 4 e outra de 8 anos.

“Eu estava todo o tempo lá no Arco Metropolitano, a gente levou o militar para ele poder dizer aonde tinha jogado o corpo e eu fiquei impressionada que ele não tem reação nenhuma. Uma pessoa fria, não parecia estar arrependida ou com medo. Ele, pra mim, não tem sentimento nenhum. Ele ainda fingia que não sabia aonde estava o corpo, porque antes de chegarmos ao local, ainda paramos em uns dez lugares. Até que um terceiro elemento mostrou onde estava”, destacou Alessandra Siffert, chefe do serviço papiloscópico do IFP.

Os militares da Marinha passaram por uma Audiência de Custódia e a Justiça converteu as prisões em flagrante para preventiva.

Marinha do Brasil envia coroa de flores em condolências pela morte do policial

Marinha do Brasil envia coroa de flores em condolências pela morte do policial – Foto: Tatiana Campbell/Super Rádio Tupi

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