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Policial penal é preso por suspeita de facilitar entrada de celulares em Bangu 7

Agentes cumprem 4 mandados de prisão; movimentação suspeita chega a R$ 259 mil no estado

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Foram mais de 100 celulares apreendidos. Foto: Reprodução

Um policial penal é o principal alvo de uma operação realizada nesta segunda-feira (3) contra um esquema de introdução de drogas, celulares e outros materiais proibidos em unidades prisionais do Rio de Janeiro.

A ação conjunta das polícias Civil e Penal cumpre 4 mandados de prisão temporária e 10 de busca e apreensão na capital e na Região Metropolitana.

Policial penal preso em Niterói

Wagner Jardim Dias foi detido em casa, no bairro de Pendotiba, na Região Oceânica de Niterói, apontado pelas investigações como o principal facilitador do esquema dentro do sistema penitenciário fluminense. Até as 7h desta manhã, quatro pessoas haviam sido presas, incluindo uma em flagrante. A operação é conduzida por agentes da Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas) e da Seppen (Secretaria de Estado de Polícia Penal).

Wagner já tinha sido preso em novembro de 2025 no âmbito das mesmas investigações e ficou detido até fevereiro deste ano, quando recebeu liberdade, até ser recapturado nesta segunda.

Flagrante em Bangu 7 originou investigação

O caso teve origem em novembro do ano passado, quando uma tentativa frustrada de entrada de ilícitos no Presídio Nelson Hungria (Bangu 7), no Complexo de Gericinó, expôs o esquema. Mulheres sem cadastro como visitantes foram flagradas com cerca de 20 quilos de drogas e 130 celulares escondidos em sacolas. Servidores penais envolvidos teriam feito apenas uma vistoria superficial, mas uma denúncia impediu que o material chegasse aos detentos.

A partir do episódio, investigadores da inteligência cruzaram imagens, dados financeiros e realizaram diligências que revelaram uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas para abastecer integrantes de facções presas no sistema. Um dos principais investigados movimentou mais de R$ 259 mil em transferências bancárias sem justificativa econômica aparente, valor considerado incompatível com sua renda.