Rio
Quadrilha do ‘golpe do caixa eletrônico’ é presa em Copacabana
Criminosos viajaram de SP ao Rio para enganar idosos; saiba como o grupo agia e como a polícia conseguiu localizar e prender os três suspeitos
Três integrantes de uma quadrilha especializada em enganar idosos em caixas eletrônicos foram presos em flagrante pela Polícia Civil na quinta-feira (1º), em Copacabana, Zona Sul do Rio. O grupo, formado por dois homens e uma mulher, estava em um imóvel na Rua Barata Ribeiro.
A prisão ocorreu após os criminosos causarem um prejuízo de R$ 7,5 mil a uma vítima. Os detidos foram identificados como David Francisco Soares, Raphael Faria de Santana e Bruna Maria Viana de Souza Canto, autuados por furto mediante fraude e associação criminosa.
Como a polícia chegou aos suspeitos?
As investigações começaram após uma das vítimas registrar o caso na 15ª DP (Gávea). Com base no relato, equipes do Grupo de Investigação Complementar analisaram gravações de câmeras de segurança e outros elementos para rastrear o trio.
Após uma operação de mais de dez horas, os agentes localizaram o endereço onde os três estavam hospedados. Segundo a polícia, Raphael e David já possuíam histórico policial por ações semelhantes.
Por que o grupo estava no Rio de Janeiro?
Os acusados admitiram que viajaram de São Paulo ao Rio de Janeiro com o objetivo exclusivo de praticar crimes bancários durante o fim de semana. O plano era retornar ao estado vizinho logo em seguida.
A Polícia Civil acredita que o flagrante evitou uma série de novos golpes contra outros correntistas, especialmente idosos, que são o alvo principal desse tipo de ação criminosa.
Como a quadrilha agia nos terminais?
O bando utilizava métodos para ludibriar clientes que tentavam usar os caixas eletrônicos. Com isso, conseguiam obter os cartões das vítimas e memorizar as senhas para realizar transferências e saques sem autorização.
O trio foi transferido para o sistema penitenciário, onde permanece sob custódia da Justiça. A delegacia da Gávea continua as apurações para identificar possíveis novas vítimas e a participação dos suspeitos em outros crimes na cidade.