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Baixada Fluminense

Quadrilha que manteve famílias como reféns é alvo de operação em Paracambi; mulher grávida perdeu o bebê após tortura psicológica

Segundo as investigações, vítimas tiveram pertences roubados e foram obrigadas a fazer transferências bancárias aos criminosos. Caso aconteceu em dezembro do ano passado.

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A polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (24) a Operação Raptor contra uma quadrilha investigada por crimes com alto grau de violência em Paracambi, na Baixada Fluminense. Até a última atualização desta reportagem, um suspeito tinha sido preso e outro integrante do bando estava sendo procurado.

Segundo as investigações do Departamento-geral de Polícia da Baixada e da 51ª DP (Paracambi), no dia 2 de dezembro do ano passado, os criminosos assaltaram uma loja de celulares no Centro do município e, em seguida, invadiram um sítio na Estrada do Saudoso, mantendo duas famílias, incluindo crianças, como reféns. Uma das vítimas estava grávida de cinco meses e acabou perdendo o bebê após sofrer tortura psicológica.

“As vítimas foram aterrorizadas com armas de fogo e facões, estavam sendo ameaçadas de morte a todo momento pelos criminosos, que levaram pertences de alto valor e obrigaram os proprietários do imóvel a fazer transferências bancárias via PIX de R$ 4.500”, conta o delegado Leonardo Borges, titular da 51ª DP (Paracambi).

Antes de saírem do sítio, os bandidos amarraram as vítimas, com exceção das crianças. Toda a ação durou cerca de duas horas.

Câmeras de segurança auxiliaram na investigação

Os dois crimes cometidos pela quadrilha foram registrados por câmeras de segurança, o que auxiliou na identificação dos alvos. O preso nesta terça (24), Gabriel dos Anjos Ruiz Correia, aparece nos registros com uma camisa do Flamengo e uma pistola. Brendow Silva dos Santos, que não é visto nas gravações, mas foi reconhecido pelas vítimas do sítio, está sendo procurado.

Os suspeitos vão responder por roubo quadruplamente majorado e extorsão qualificada.

Os mandados de prisão foram expedidos pelo juiz Renato de Oliva Mattos Filho, da Vara Única de Paracambi, e a ação conta com o apoio da promotora Geisa Lannes, do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e do 24º BPM (Queimados).

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