Rio
Quedas de helicópteros no Recreio acendem alerta para crescimento de acidentes aéreos no Rio
Desde dezembro, estado do Rio de Janeiro registrou quatro acidentes com mortes em pequenas aeronaves
No último domingo (14), seis pessoas morreram na tragédia envolvendo dois helicópteros no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio. Entre as vítimas estão o cantor americano Oliver Tree, de 32 anos, e o influenciador argentino Gaspi, 23 anos, passageiros deixavam a capital fluminense em direção a Angra dos Reis. O caso é mais um dos desastres aéreos recentes registrados na cidade do Rio.
Desde dezembro de 2025, o número de vítimas fatais em acidentes deste tipo alcançou a marca de 12 pessoas. No dia 30 de maio, um avião de pequeno porte caiu em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O piloto Lucas Augusto da Silva Neto, de 69 anos, único tripulante da aeronave, não resistiu ao impacto e morreu na local.
Em abril, um helicóptero caiu no mar da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste, mas tanto o piloto quanto os dois turistas estrangeiros conseguiram escapar com vida. Em entrevista, o tenente-coronel do Corpo dos Bombeiros, Fábio Contreiras afirmou que a região Sudoeste da cidade se destaca pela concentração dos acidentes:
“A gente já atendeu várias ocorrências esse ano, principalmente na Barra e no Recreio. A gente está obviamente se preparando cada vez mais para atender esse aumento do fluxo de aeronaves, então a corporação sim está atenta a esse aumento de acidentes. É um aumento alarmante, a gente realmente está atento a tudo isso.”
A Agência Nacional de Aviação Civil informou que vai investigar se os helicópteros envolvidos na colisão realizavam transporte clandestino de passageiros. De acordo com o diretor-presidente da agência, Tiago Faierstein, os dois pilotos e as duas aeronaves estavam com as documentações regulares no momento do acidente.
A reportagem da Super Rádio Tupi conversou com o piloto José Carlos Melo, especialista em aviação, que apontou os motivos que podem ter ocasionado o acidente:
“Muito pouco provável que duas aeronaves tenham entrado em situação de pane. A gente não pode afirmar, mas talvez o que vai indicar aí a investigação é talvez algum conflito ali na coordenação do tráfego aéreo. Talvez um momento ali de falta de atenção de uma das aeronaves, de um dos comandantes, talvez pelo intenso tráfego que tem aumentado no Brasil, principalmente nessa região.”
As duas aeronaves se chocaram no ar e caíram em um pátio com carros estacionados no Recreio dos Bandeirantes. Um dos helicópteros pegou fogo com o impacto, enquanto a outro caiu a 100 metros de distância. As causas da colisão serão reveladas após investigações das autoridades aeronáuticas.