Rio
Quem é ‘Nego’, preso no Rio e apontado como fornecedor de armas do Comando Vermelho
Gilvan Frimino Margarida, conhecido como "Nego", foi preso na Avenida Brasil após três dias de monitoramento da CIVITAS Rio
Gilvan Frimino Margarida, o Nego, apontado como um dos principais fornecedores de armas e drogas do Comando Vermelho no Rio, foi preso na quinta-feira (16) na Avenida Brasil, em Bangu. A captura foi resultado de um monitoramento de apenas três dias conduzido pela CIVITAS Rio, central de inteligência da Prefeitura do Rio, em apoio às investigações da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE).
Segundo os investigadores, Nego mantinha conexões com o Paraguai para abastecer o Complexo do Alemão com armamento e entorpecentes. A operação que resultou em sua prisão contou com a atuação integrada da Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Federal.
Tecnologia acelerou a captura
No dia 13 de julho, a motocicleta do suspeito foi incluída no Cerco Eletrônico da CIVITAS Rio a pedido da DRE. Em apenas três dias, o sistema emitiu cinco alertas em tempo real para as equipes policiais, viabilizando o rastreamento do veículo e a abordagem no momento certo.
A plataforma também gerou, sem qualquer intervenção humana, um relatório automático com o histórico de circulação do veículo. O documento mostrou que a Avenida Brasil era a principal rota do investigado, com maior frequência de passagens às quintas-feiras, no período da tarde, exatamente o padrão registrado no momento da prisão.
Davi Carreiro, chefe executivo da CIVITAS Rio, destacou que “o histórico de circulação é uma das ferramentas mais estratégicas da nossa Central de Inteligência porque transforma deslocamentos em evidências”, permitindo conectar informações e qualificar investigações de forma auditável.