Rio
RJ-104: morte de idosa expõe perigo e mobiliza moradores por mudanças em São Gonçalo
Atropelamento em São Gonçalo revela rotina de risco; entenda os problemas da rodovia e o que as autoridades prometem para garantir a segurança
A morte de uma idosa de 70 anos na RJ-104, em São Gonçalo, reacendeu o debate sobre a falta de segurança na rodovia. No último sábado (5), Edna Ferreira dos Santos foi atingida por uma viatura da Polícia Militar ao tentar atravessar a pista no bairro Tribobó.
O acidente aconteceu em um local conhecido pelo perigo. Moradores utilizam uma abertura na mureta que divide as pistas como ponto de travessia irregular, embora uma passarela exista a poucos metros. A pressa é uma das justificativas de quem se arrisca entre os carros.
Após o ocorrido, moradores se reuniram em homenagem a Edna e para cobrar medidas que evitem novas tragédias. Com cerca de 25 quilômetros, a RJ-104 liga Itaboraí a Niterói e serve como alternativa à congestionada BR-101.
Na manhã de segunda-feira (8), uma equipe do “RJ1” flagrou diversas travessias irregulares no mesmo ponto. Em minutos, pedestres e motociclistas usaram a abertura na mureta para cruzar a rodovia ou fazer retornos proibidos. Usuários reclamam ainda da falta de iluminação e das más condições do asfalto, que aumentam os riscos durante a noite.
O que dizem as autoridades
O Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ) informou que enviará uma equipe técnica ao local ainda esta semana para avaliar o reforço na segurança. O órgão afirmou que a sinalização da via está sendo renovada e que a recuperação do asfalto está prevista, mas sem prazo definido.
A Prefeitura de São Gonçalo, responsável pela iluminação pública no trecho, comunicou que trocou recentemente as lâmpadas convencionais por modelos de LED.
A Polícia Militar, por sua vez, instaurou um procedimento interno para apurar as circunstâncias do atropelamento que vitimou Edna Ferreira dos Santos.