Rio
Secretário de Polícia Civil do Rio critica entidades de direitos humanos: “Bando de hipócritas”
Em entrevista à Tupi, Felipe Curi afirma que ativistas ignoram famílias de policiais
O secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, criticou entidades de direitos humanos durante participação no podcast Código Zero, da Super Rádio Tupi, nesta quarta-feira (28). A entrevista foi conduzida pelo jornalista Lucas Araújo.
Curi afirmou que organizações de direitos humanos nunca o procuraram e não prestaram assistência a famílias de policiais feridos ou mortos em serviço. “Direitos humanos nunca me procurou. Não procuraram a família do PV (comissário Paulo Vítor Silva Heitor, morto em 11/1/2026), não procuraram a família de nenhum policial que foi baleado em serviço ou fora de serviço”, declarou o secretário.
O chefe da Polícia Civil acusou as entidades de hipocrisia e seletividade. Segundo Curi, esses grupos atuam apenas em casos envolvendo criminosos mortos pela polícia. “É uma grande falsidade desse pessoal que só gosta de subir em caixão de traficante e de miliciano, principalmente de traficante, quando eles são neutralizados pela polícia tentando matar os policiais. São um bando de hipócritas que deveriam sim atuar para defender os policiais e não para crucificar e criticar os policiais”, afirmou.
Defesa das corporações fluminenses
O secretário reconheceu que as polícias do Rio de Janeiro enfrentam problemas e carências, mas defendeu a qualidade do trabalho realizado. “Eu tenho muito orgulho de ser delegado de polícia da melhor Polícia Civil do Brasil. A Polícia Civil e a Polícia Militar do estado do Rio de Janeiro são as melhores polícias do mundo”, afirmou o secretário.
O Rio de Janeiro registrou redução em parte dos indicadores de criminalidade em 2025, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP). Os roubos de rua caíram 2,7% no estado em comparação com 2024, enquanto os roubos de veículos diminuíram 18,4%. A letalidade violenta, no entanto, permaneceu praticamente estável, com ligeiro aumento de 2%, totalizando 3.881 casos em 2025. As mortes por intervenção policial aumentaram 13% em relação a 2024, saltando de 703 para 797 casos, incluindo as 121 mortes na operação dos complexos do Alemão e da Penha, a mais letal da história do estado.
O podcast Código Zero vai ar toda quarta-feira, a partir das 15h, no Youtube da Super Rádio Tupi, Spotify, Amazon Music e Apple Podcasts.
Acompanhe abaixo a entrevista completa com Felipe Curi: