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Sem acordo, rodoviários mantêm estado de greve e aumentam risco de paralisação no Rio

Negociação entre sindicatos e empresas empaca e greve da categoria segue iminente

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Foto: Reprodução/TV Globo

A reunião de conciliação realizada nesta quarta-feira (15) no Tribunal Regional do Trabalho terminou sem consenso entre motoristas e empresas de ônibus do Rio de Janeiro. Com o impasse nas negociações salariais, os trabalhadores decidiram manter o “estado de greve” na capital.

Um novo encontro entre as partes já foi agendado para o dia 22 de maio. Durante a audiência, o sindicato patronal, Rio Ônibus, ofereceu um reajuste de 5% tanto nos salários quanto no valor da cesta básica. A categoria, entretanto, rejeitou a oferta por considerá-la insuficiente.

Rodoviários mantêm exigências salariais

Os trabalhadores, que chegaram a pleitear 17% de aumento, reduziram a pedida para 12%, mas não aceitaram o patamar proposto pelas empresas. As principais reivindicações da categoria incluem:

Pontos-chave da pauta de reivindicações

Conheça em detalhes as propostas dos trabalhadores.

1

Recomposição salarial

Pleiteiam 12% de reajuste nos rendimentos, a ser pago de forma escalonada.

2

Salários-base por função

Mínimo de R$ 5.000 para BRT e R$ 4.000 para os demais condutores.

3

Aprimoramento dos benefícios

Elevar o vale-alimentação para R$ 1.000 e incluir plano de saúde.

4

Adequação da jornada

Foco na revisão da jornada de 7,5 horas e nos períodos de descanso.

Por outro lado, os representantes das empresas afirmaram que a proposta de 5% é o limite máximo para o acordo. Segundo a entidade patronal, “não haveria contraproposta” além desse índice já apresentado.

Divergência sobre intervalo e jornada de trabalho

Um dos pontos centrais do conflito é a jornada de 7 horas e meia. O sindicato dos trabalhadores denuncia que os 30 minutos finais são descontados do ordenado, mas o tempo não permite descanso real ou alimentação adequada.

A procuradora do Ministério Público do Trabalho acompanhou o entendimento dos rodoviários durante a sessão. Ela reforçou que as empresas precisam encontrar uma saída para a questão do intervalo, visando preservar a saúde e o bem-estar dos profissionais.

Atualmente, o sistema de transporte da cidade opera com aproximadamente 3.600 coletivos em circulação. O desfecho da mobilização e a possibilidade de uma paralisação total dependem agora do próximo encontro na justiça trabalhista.