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TRE e governo do RJ preveem geradores após onda de furto de cabos em escolas

Governo e TRE-RJ montam força-tarefa para evitar apagões em locais de votação; 62 unidades de ensino já foram alvo dos criminosos no estado

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Dessa forma, o modelo eleitoral brasileiro combina a escolha direta de governantes com uma representação parlamentar distribuída conforme a preferência do eleitorado.

O aumento expressivo no furto de fiação elétrica em Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs) do Rio de Janeiro levou o governo fluminense e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) a criarem uma operação de emergência para as eleições de 4 de outubro.

De acordo com o G1, uma força-tarefa foi montada para evitar apagões nos locais de votação. Segundo um levantamento da Secretaria Estadual de Educação (Seeduc), 62 unidades de ensino no estado já foram prejudicadas pela falta de cabos. Desse total, três escolas suspenderam as aulas e 26 funcionam com horário parcial.

Onde os crimes estão concentrados?

A onda de furtos atinge principalmente a capital, a Baixada Fluminense e a Região Serrana. Os registros se intensificaram em cidades como Rio de Janeiro, São Gonçalo, Nova Iguaçu, Belford Roxo, São João de Meriti, Queimados, Paracambi, Tanguá e Petrópolis.

A situação é mais crítica em São Gonçalo e Nova Iguaçu. Para garantir o funcionamento das seções eleitorais, o TRE-RJ solicitou geradores para 19 colégios, sendo dez no primeiro município e nove no segundo.

O aluguel dos equipamentos aguarda um parecer da Procuradoria-Geral do Estado. As propostas analisadas pela Seeduc estimam um custo aproximado de R$ 1,1 milhão por cada turno eleitoral.

Foto: Divulgação

Como fica a votação sem energia elétrica?

Mesmo com possíveis apagões no domingo, a votação não será interrompida. Cada urna eletrônica tem bateria com autonomia de até 12 horas. O principal impacto seria na locomoção dos eleitores, especialmente em prédios com vários andares e sem elevadores.

O TRE-RJ preparou cerca de 42 mil urnas, incluindo equipamentos de reserva. Em 2022, a taxa de substituição por defeitos foi inferior a 1%.

O que o estado faz para conter os ataques?

Nos últimos 20 dias, foram registrados nove furtos em escolas da rede estadual. Para reforçar a segurança, o TRE-RJ autorizou guardas municipais de 16 cidades a atuar nas unidades estaduais.

Como a polícia atua contra os furtos?

A Polícia Civil afirma que investiga não apenas os invasores, mas também a rede de receptação do material furtado. Segundo a corporação, muitos suspeitos são reincidentes, o que dificulta o combate aos crimes.