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Três PMs são denunciados por cobrar propina de comerciantes em Belford Roxo

Segundo o Ministério Público, policiais direcionavam equipes e rotas para estabelecimentos que pagavam pelo serviço

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MPRJ. Foto: Divulgação

Três policiais militares do 39º BPM, em Belford Roxo, foram denunciados pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público do Rio (GAESP/MPRJ) por corrupção passiva militar. Segundo a acusação, eles cobravam dinheiro de comerciantes para oferecer patrulhamento diferenciado, direcionando equipes e rotas para os estabelecimentos chamados pelos agentes de “padrinhos”.

Na Clínica Fênix, em Belford Roxo, a investigação identificou o pagamento de R$ 50, com tratativas para elevar o valor a R$ 100. Mensagens encontradas no celular de um dos policiais mostram a discussão sobre a quantia.

Presos na sexta fase da Operação Patrinus

Na quinta-feira, o GAESP/MPRJ e a Coordenadoria de Segurança e Inteligência cumpriram três mandados de prisão preventiva na sexta fase da Operação Patrinus, com apoio da Corregedoria-Geral da PM e da Secretaria de Estado de Polícia Penal.

Dois dos denunciados já estavam presos por outro processo ligado à investigação. O terceiro foi detido em casa, no bairro Parque Rosário, em Nova Iguaçu. Segundo o MP, os policiais tinham funções distintas no esquema, desde a negociação com a clínica até a realização do patrulhamento e recebimento do dinheiro.

Os fatos ocorreram entre setembro e outubro de 2021. Um dos agentes foi expulso da corporação após o oferecimento da denúncia, que foi recebida pela Auditoria da Justiça Militar.

Desdobramentos da Operação Patrinus

Deflagrada em maio de 2024, a Operação Patrinus investiga policiais do 39º BPM. A análise de celulares apreendidos levou a novos suspeitos e denúncias.

Em agosto de 2025, dez PMs foram presos acusados de extorquir comerciantes. Em maio deste ano, outros 11 foram denunciados por receber propina para fazer a segurança de estabelecimentos. No mês seguinte, quatro policiais foram acusados de peculato e comércio ilegal de arma de fogo.