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Uma miniantena Starlink e 31 celulares são apreendidos em presídios do Rio

Aparelho foi detectado por raio-x e IA dentro de um rádio; drogas e 31 celulares também foram apreendidos na ação em Gericinó

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Mesa com celulares, sacos de drogas, papel e banners 'SEPPEN/RJ POLICIA PENAL ALFREDO TRANJAN'
Objetos apreendidos no Presídio Alfredo Tranjan, que incluem celulares e drogas, destacam a fiscalização no complexo penitenciário. Foto: Reprodução

Policiais penais impediram a entrada de uma miniantena Starlink, de internet via satélite, no Complexo Penitenciário de Gericinó, Zona Oeste do Rio, nesta quarta-feira (12). Na ação, também foram apreendidos 31 celulares e drogas.

O equipamento foi localizado em uma encomenda dos Correios no Presídio Jonas Lopes de Carvalho, conhecido como Bangu 4. Durante a inspeção com scanner de raio-x, equipes visualizaram imagens compatíveis com componentes eletrônicos e usaram uma ferramenta de inteligência artificial para confirmar a suspeita.

Ao abrir o pacote na presença do interno destinatário, um policial penal encontrou a antena escondida dentro de um rádio.

Os presídios onde ocorreram as apreensões, Bangu 2 e Bangu 4, são destinados à custódia de integrantes das facções Comando Vermelho e Terceiro Comando Puro, respectivamente.

Outras apreensões

Na mesma unidade, uma visitante foi flagrada por um scanner corporal com 160 gramas de drogas em suas partes íntimas. Ela foi levada à 34ª DP (Bangu) e autuada em flagrante por tráfico de drogas.

Já no Presídio Alfredo Tranjan (Bangu 2), os agentes encontraram os 31 celulares junto com cerca de 300 papelotes de drogas. Os internos que receberiam os materiais foram transferidos para a Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino, o Bangu 1, onde estão em isolamento.

A operação contou com policiais penais das coordenações de unidades prisionais de alta e de média complexidade. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seppen) informou em nota que adota medidas tecnológicas para endurecer a repressão a atividades ilícitas.

A instituição declarou que reprimir a entrada de itens proibidos e a comunicação de facções é fundamental para enfraquecer o crime organizado e assegurar a segurança da população. A Seppen também reforçou seu compromisso com a fiscalização constante para garantir a ordem no sistema prisional.