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Velório de piloto morto em queda de helicóptero é marcado por homenagens

Alessandro Rocha foi sepultado na tarde desta segunda-feira (10); filho relembra última refeição ao lado do pai

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Foto: Raoni Alves/TV Globo

O piloto Alessandro Rocha, de 51 anos, foi enterrado sob aplausos e homenagens nesta segunda-feira (10), no Cemitério de São Gonçalo. Vítima da queda de um helicóptero na Floresta da Tijuca no último sábado (8), Rocha teve seu caixão coberto com a bandeira do Fluminense por familiares e amigos.

O acidente ocorreu durante um voo panorâmico que partiu do Aeroporto de Jacarepaguá. Além do piloto, três turistas de nacionalidade colombiana morreram quando a aeronave caiu em uma área de mata fechada, nas proximidades da Vista Chinesa, após cerca de 20 minutos de voo.

O sepultamento foi marcado pelo canto de um louvor e muita comoção, especialmente por parte da mãe de Alessandro. O clima de despedida reuniu diversos amigos que prestaram as últimas homenagens antes do caixão ser baixado à sepultura.

Ramisses Freitas, também piloto, afirmou que conhecia Alessandro Rocha há aproximadamente uma década. Além de ter sido aluno do piloto, Freitas contou que os dois chegaram a realizar voos juntos e trabalharam em operações de navegação.

“Sou piloto, é, sou piloto e ele foi meu instrutor há 10 anos, conseguimos fazer a parte de navegação, nós voamos juntos. Ele era uma pessoa extremamente profissional, um ser humano muito família, muito criterioso, uma pessoa amável, onde chegava contagiava”, disse. “É… Eu acredito que vai fazer muita, mas muita falta para a família e também para a aviação, porque ele era muito querido no meio.”

Lembranças em família e última despedida

Foto: Reprodução/TV Globo

Durante a cerimônia, Sven Rocha dos Santos, filho de Alessandro, relembrou com emoção o último encontro com o pai. Dois dias antes do acidente, na quinta-feira, os dois realizaram um churrasco. Sven explicou que, como teria um compromisso no domingo, antecipou o encontro e comprou os mantimentos com a noiva.

Sven destacou que o momento foi atípico, pois o pai sempre fazia questão de cuidar de todos os preparativos e não deixava ninguém assumir a churrasqueira. Naquela ocasião, no entanto, o piloto permitiu que o filho fizesse tudo. “Eu e a Júlia, nós tivemos a oportunidade de servir aí a última refeição que nós teríamos juntos”, afirmou o jovem.

“E uma coisa engraçada é que meu pai, ele é uma pessoa muito animada e ele botava a mão na massa, então ele não deixava acender churrasqueira, não deixava cortar carne, não deixava fazer nada. E nesse dia em específico, eu fiz tudo.”

O piloto também deixou dois filhos pequenos: Maria, de 3 anos, e Benicio, de apenas 5 meses. Segundo o relato do irmão mais velho, a menina era muito ligada ao pai e reconhecia sua presença de imediato. “A Maria é apaixonada nele. Meu pai, ele conseguiu criar a Maria… a Maria ouvia o o assobio dele e ela já vinha: ‘Pai, pai, pai!’.”

As causas que levaram à queda do helicóptero ainda estão sendo apuradas pelos órgãos competentes. Enquanto o sepultamento de Rocha ocorreu nesta segunda-feira, os corpos das três passageiras colombianas permanecem aguardando os procedimentos necessários para a liberação.