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Violência contra a mulher cresce no Rio e rede de saúde registra um atendimento a cada 36 minutos

Painel da Secretaria Municipal de Saúde mostra aumento dos casos em 2025, com maioria das agressões dentro de casa e cometidas por parceiros ou ex-companheiros.

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Créditos: depositphotos.com / goffkein

Com a chegada do Mês das Mulheres, a Secretaria Municipal de Saúde divulgou um panorama alarmante sobre a violência de gênero na capital fluminense. 

Os dados fazem parte do novo painel com números da violência na cidade desenvolvido pelo Centro de Inteligência Epidemiológica. 

No ano passado, a cada 36 minutos, uma mulher foi atendida em uma unidade da rede municipal de saúde vítima de algum tipo de violência, com os números registrados indicando que a violência de gênero vem crescendo no município.

Só em 2025 mais de 17.600 atendimentos foram registrados, contra cerca de 15.400 em 2024. Além disso, 40% das mulheres assistidas pela rede relatam que a violência já havia ocorrido outras vezes e 72% das vítimas se identificam como negras. 

Outro indicador que apresentou crescimento preocupante foram os registros de mortes violentas de mulheres de 10 a 59 anos, que saltaram de 103 em 2023 para 124 em 2024. 

A cada 10 casos, em 8 o provável agressor é um homem, e quase metade dessas agressões são cometidas por maridos, namorados ou ex-parceiros. Além disso, seis em cada 10 vítimas foram agredidas em ambiente domiciliar, mostrando que, para a maioria das cariocas, o perigo mora em casa. 

“É muito importante que todos combatam a violência contra a mulher e, às vezes, o ato final da violência começa com outras permissividades, aceitas socialmente, como discursos de ódio contra a mulher, piadinhas machistas, então é muito importante que todos façam a sua parte.” – comentou Gislaine Mateus, superintendente de Vigilância em Saúde, sobre a importância do combate à violência. 

Além disso, ela ressaltou as medidas de apoio oferecidas pela Secretaria Municipal de Saúde em todas as suas unidades, afirmando que as mulheres que estejam sofrendo violência podem procurar qualquer unidade pública de saúde, serão tratadas com sigilo e respeito, que as ajudará a sair desse ciclo de violência antes que seja tarde demais. 

A violência física continua sendo a forma mais frequente de agressão que chega às unidades de saúde, seguido pelos registros de violência sexual e da violência psicológica ou moral.

Em episódios de violência sexual, a Rede Municipal de Saúde oferece acolhimento imediato, onde são realizados testes rápidos para infecções sexualmente transmissíveis, contracepção de emergência e a proflaxia pós-exposição em até 72 horas, entre outros cuidados. 

As unidades de saúde também oferecem suporte para garantia de direitos e apoio psicológico, onde as pacientes são orientadas sobre a possibilidade de registro da ocorrência em delegacia policial, realização de exame de corpo de delito, solicitação de medidas protetivas e investigação.