Rock in Rio

Entrevista especial: Roberta Medina fala sobre o Rock in Rio, a cidade e investimentos que festival gera

Ao lado do pai, Roberto Medina, a empresária e produtora é a responsável pelo evento que já foi da Cidade do Rock para Portugal, Espanha e Estados Unidos

Por Marcelo Antonio Ferreira e Rachel Amorim

Presente em tempo integral no evento, a empresária Roberta Medina circula constantemente pelo espaço da Cidade do Rock, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, onde ocorre o Rock in Rio – aliás, ela foi uma figura constante durante todos os sete dias de atrações. Ao lado do pai, o também empresário Roberto Medina, que idealizou o evento em 1985, ela é a responsável pela frente de produções e negociações do festival que, hoje, é uma marca.

Neste domingo, último dia da maratona, ela conversou com a Super Rádio Tupi e falou sobre os bastidores da produção. Pode parecer redundante falar Rock in Rio no Rio de Janeiro, mas, para serviço de contextualização, o festival já foi para Lisboa, em Portugal, Madrid, na Espanha e Las Vegas, nos Estados Unidos. Essa é a oitava vez que ele ocorre na terra natal e volta, novamente, em 2021 – desde 2011, o evento ocorre de forma bienal no cenário carioca.

Sobre produzir o Rock in Rio em casa, apesar de residir em Portugal, ela fala que estar em aqui é algo incomparável.

“É bom demais. Eu já estou morando fora do Brasil há um tempo, mas o Roberto é um dos caras mais apaixonados pelo Rio de Janeiro. Mais do que realizar o festival, a realização dele é quando vê o impacto econômico, os números da Fundação Getúlio Vargas que mostram que o Rock in Rio mobiliza mais de R$ 1.7 bilhão na cidade. Ver a cadeia hoteleira com mais de 80% de ocupação. Isso é o que faz o coração dele feliz. E é uma história que começa com o pai dele, o meu avô, cuja cultura sempre foi ‘se a cidade estiver bem, o seu negócio vai bem'”, diz a produtora de eventos.

O evento de 2019 pouco se assemelha ao primeiro, de 35 anos atrás, pois, atualmente, não é só um palco – são mais de dez atrações que a Cidade do Rock contempla. Mas, de acordo com ela, a megaestrutura de hoje só é possível pelo alinhamento das expectativas do que ocorreu na década de 1980.

“Acho que a edição de 1985 não foi nada amadora. A gente se pergunta como foi possível realizar aquela produção com, basicamente, quatro pessoas fazendo, sem celular, sem computador. O próprio Roberto olha para trás e não sabe como foi possível. Mas ela era muito à frente do que se fazia no mundo. Foi uma estrutura extremamente sofisticada. O que eu costumo dizer é que como eu acho que Roberto não é um promotor extremamente apaixonado pela música, acho que ele quis construir o Rock in Rio para ele próprio querer ir. É muito interessante ver que os princípios e os valores e o que rege a nossa construção dessa Cidade do Rock, de 2019, são exatamente os que regiam a construção da primeira”, explica a empresária.

Ao comparar o Rio atual com o Rio de edições anteriores, ela reitera o discurso do pai sobre a importância de todos os lados, público e privado, investirem no bem do município e estado.

“As Olimpíadas deixaram um grande legado para essa cidade de investimento na rede de transporte, de investimento na cadeia hoteleira, que passou de 19 mil para 40 mil quartos. Se a gente hoje tem um evento dessa qualidade, mesmo que em um espaço privado, é pelo investimento que foi feito para a Olimpíada de 2016. E a própria volta do Rock in Rio, em 2011, também foi um legado da Olimpíada mesmo antes dela acontecer, porque o Eduardo Paes (prefeito à época) pode antecipar o investimento necessário e um compromisso com o evento na construção do Parque dos Atletas. Então acho que a gente hoje tem uma cidade muito mais preparada para brilhar e ter eventos acontecendo de uma forma permanente, para gerar mais impacto econômico na cidade”, afirma ela.

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