Autismo
Dia Mundial de Conscientização do Autismo reforça importância da inclusão e do diagnóstico precoce
Campanha global chama atenção para o Transtorno do Espectro Autista e destaca desafios, avanços e a necessidade de apoio às pessoas dentro do espectro
Nesta quinta-feira, dia 2 de abril, é celebrado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, uma campanha global das Nações Unidas, que tem como objetivo aumentar a percepção sobre o Transtorno do Espectro Autista, chamando a atenção da sociedade para a importância da inclusão e do apoio às pessoas com essa condição.
O Transtorno do Espectro Autista é uma condição de saúde caracterizada por desafios na comunicação e por padrões de comportamento repetitivos e restritos.
O termo “espectro” é utilizado para refletir a ampla variação de manifestações do transtorno, que pode se apresentar de forma mais leve, permitindo uma vida independente, ou exigir suporte intenso.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, aproximadamente 70 milhões de pessoas em todo o mundo vivem dentro do espectro autista, sendo 2 milhões apenas no Brasil.
As primeiras manifestações são apresentadas ainda na primeira infância e a intervenção precoce é essencial para garantir uma boa qualidade de vida, como explica a psicóloga Ramayana Mello.
“ Na primeira infância, é importante observar aspectos como o contato visual, a forma como a criança explora os objetos, os brinquedos, o desenvolvimento da linguagem e, também, o interesse da criança por interações com outras pessoas.” – explicou a profissional
O transtorno tem ganhado espaço nas séries de tv e novelas, mas ainda precisa de muito mais visibilidade. Atualmente, na novela Três Graças, da TV Globo, o transtorno é debatido em um dos núcleos da dramaturgia, atentando o olhar de milhares de pessoas para possíveis características do transtorno.
A reportagem da Super Rádio Tupi conversou com a estudante de pedagogia Bruna Pinheiro, que a três anos descobriu que está no espectro autista, e compartilhou a sua experiência de viver com o transtorno e como foi a descoberta.
“Foi algo meio ambíguo no sentido de emoções. Uma parte de mim ficou contente porque agora eu sei nomear tudo que acontecia comigo, e a outra parte ficou assustada sobre o que eu iria enfrentar agora que eu sei disso” – disse a estudante de 24 anos, que contou sobre as principais dificuldades que enfrenta em seu dia a dia.
“Eu acredito que as principais dificuldades que eu enfrento no meu dia a dia são sobrecargas sensoriais.Também a dificuldade de entender o que as pessoas querem […]. E também uma dificuldade, infelizmente é uma dificuldade, acredito eu, para a maioria dos autistas, que é o olhar da sociedade para conosco.”
O Transtorno não tem cura, mas o diagnóstico precoce permite o desenvolvimento de práticas para estimular a independência e a promoção de qualidade de vida e acessibilidade para os pacientes.